deixaria-de-lado

Formado pela conjugação do verbo 'deixar' com a preposição 'de' e o advérbio 'lado'.

Origem

Latim

Deriva do verbo latino 'desixare' (deixar, abandonar) e do advérbio/preposição latina 'de' (de, a partir de) + substantivo/advérbio latino 'latus' (lado).

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Formação da locução verbal com o sentido primário de afastar algo ou alguém, colocar ao lado, não dar continuidade.

Séculos XVII-XIX

Consolidação do sentido de negligenciar, ignorar, não dar importância, abandonar um plano ou ideia. Ex: 'Deixou de lado seus estudos'.

Séculos XX-XXI

Expansão para contextos de saúde mental e desenvolvimento pessoal, indicando a necessidade de desapego de hábitos ou pensamentos negativos. Também pode ser usada de forma mais informal para indicar desinteresse ou priorização de outras coisas. Ex: 'Preciso deixar de lado essa preocupação'.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em textos literários e documentos administrativos da época, indicando o uso consolidado da locução verbal. (Ex: Obras de autores como Gregório de Matos ou documentos da administração colonial).

Momentos culturais

Século XX

Presente em letras de música popular brasileira, expressando desilusões amorosas ou abandono de projetos. Ex: 'Deixei de lado o meu amor'.

Anos 2000 - Atualidade

Frequente em discursos de autoajuda, coaching e psicologia positiva, incentivando o desapego de situações ou sentimentos que prejudicam o bem-estar. Ex: 'Deixei de lado o que não me faz bem'.

Vida digital

Anos 2010 - Atualidade

Utilizada em posts de redes sociais, legendas de fotos e em discussões online sobre relacionamentos, carreira e bem-estar. Frequentemente associada a hashtags como #desapego, #prioridades, #foco.

Anos 2010 - Atualidade

Pode aparecer em memes e conteúdos virais que retratam situações de abandono, negligência ou decisão de focar em algo novo.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to leave aside', 'to put aside', 'to disregard', 'to neglect'. Espanhol: 'dejar de lado', 'ignorar', 'desatender'. A ideia de afastar ou negligenciar algo é universal, mas a construção frasal varia.

Relevância atual

Atualidade

A locução verbal 'deixar de lado' mantém sua relevância no português brasileiro, sendo amplamente utilizada em diversos contextos, desde o cotidiano até discursos mais técnicos ou motivacionais. Sua capacidade de expressar negligência, abandono ou a decisão consciente de focar em algo novo garante sua permanência no léxico.

Origem e Formação

Séculos XV-XVI — Formação a partir do verbo 'deixar' (do latim 'desixare') e do advérbio/preposição 'de' (do latim 'de') + substantivo/advérbio 'lado' (do latim 'latus'). A locução verbal se consolida nesse período.

Consolidação e Uso

Séculos XVII-XIX — A locução verbal 'deixar de lado' se estabelece no português, com o sentido de abandonar, negligenciar, não dar atenção. Presente na literatura clássica e em documentos oficiais.

Modernização Linguística e Novos Contextos

Séculos XX-XXI — O uso se mantém, mas ganha nuances com a expansão da mídia e da comunicação digital. A expressão é usada em contextos psicológicos, de desenvolvimento pessoal e em gírias.

deixaria-de-lado

Formado pela conjugação do verbo 'deixar' com a preposição 'de' e o advérbio 'lado'.

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