deixarmos-de-lado
Derivado do verbo 'deixar' + locução prepositiva 'de lado'.
Origem
Deriva da junção do verbo 'deixar' (latim 'laxare' - soltar, afrouxar) com a preposição 'de' e o substantivo/advérbio 'lado' (latim 'latus' - lado). A locução verbal 'deixar de lado' se forma com sentido literal de afastar fisicamente, evoluindo para o figurado de abandonar ou negligenciar.
Mudanças de sentido
Sentido literal: afastar algo fisicamente. Ex: 'Deixamos de lado os livros para brincar.'
Sentido figurado: abandonar, negligenciar, esquecer, desistir. Ex: 'Se deixarmos de lado nossas diferenças, poderemos colaborar.'
Manutenção do sentido figurado, com nuances de decisão, resignação ou até mesmo alívio. Ex: 'Precisamos deixar de lado as preocupações e aproveitar o momento.'
Primeiro registro
A locução verbal 'deixar de lado' começa a aparecer em textos literários e administrativos da época, consolidando-se como uma expressão idiomática. A forma conjugada 'deixarmos-de-lado' é uma flexão natural que surge com a própria evolução gramatical do verbo.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que retratam dilemas morais e sociais, onde personagens decidem 'deixar de lado' convenções ou desejos.
Utilizada em letras de música popular e em diálogos de novelas, refletindo as mudanças sociais e os conflitos interpessoais.
Vida digital
A expressão 'deixar de lado' e suas conjugações, incluindo 'deixarmos-de-lado', aparecem em fóruns online, blogs e redes sociais, frequentemente em discussões sobre relacionamentos ('deixarmos de lado as brigas'), carreira ('deixarmos de lado o emprego antigo') ou hábitos ('deixarmos de lado o sedentarismo'). Pode ser usada em tom de conselho, desabafo ou decisão coletiva.
Comparações culturais
Inglês: 'to leave aside', 'to set aside', 'to put aside' (com sentidos similares de abandonar, negligenciar ou reservar). Espanhol: 'dejar de lado', 'apartar' (com o mesmo sentido de abandonar ou negligenciar). Francês: 'laisser de côté' (com o sentido de abandonar ou ignorar). Alemão: 'beiseite legen' (literalmente 'colocar ao lado', com sentido de reservar ou abandonar).
Relevância atual
A forma 'deixarmos-de-lado' continua sendo uma flexão verbal comum no português brasileiro, utilizada em diversos contextos para expressar a ação coletiva de abandonar, negligenciar ou ignorar algo. Sua relevância reside na sua capacidade de transmitir uma decisão ou um estado de abandono compartilhado, seja em situações cotidianas, conflitos ou planos futuros.
Formação e Uso Inicial
Séculos XV-XVI — A locução verbal 'deixar de lado' se consolida no português, derivada da junção do verbo 'deixar' (do latim 'laxare', soltar, afrouxar) com a preposição 'de' e o advérbio/substantivo 'lado' (do latim 'latus', lado). Inicialmente, o sentido era literal: afastar algo fisicamente. Com o tempo, evoluiu para o sentido figurado de abandonar, negligenciar ou esquecer algo ou alguém. A forma conjugada 'deixarmos-de-lado' surge como uma flexão verbal para a primeira pessoa do plural do futuro do subjuntivo ou presente do indicativo, indicando a ação de abandonar algo no futuro ou uma ação habitual.
Consolidação do Sentido Figurado
Séculos XVII-XIX — O uso figurado de 'deixar de lado' se torna predominante na literatura e na fala cotidiana. A locução passa a expressar a ideia de desistir de um plano, ignorar um conselho, ou abandonar um relacionamento. A forma 'deixarmos-de-lado' é utilizada em contextos que denotam uma decisão coletiva de abandonar algo.
Uso Contemporâneo e Digital
Séculos XX-XXI — A locução verbal mantém seu sentido de abandonar, negligenciar ou ignorar. A forma 'deixarmos-de-lado' aparece em diversos registros, desde conversas informais até textos mais elaborados. Na era digital, a expressão pode ser encontrada em discussões sobre relacionamentos, carreira, hábitos e até mesmo em memes ou comentários em redes sociais, frequentemente com um tom de resignação ou decisão.
Derivado do verbo 'deixar' + locução prepositiva 'de lado'.