derivação
Do latim derivatio, -onis, pelo francês dérivation.
Origem
Do latim 'derivationem', acusativo de 'derivatio', que significa 'ato de desviar', 'origem', 'fonte'. Deriva do verbo 'derivare' ('trazer de um lugar para outro', 'desviar', 'fluir').
Mudanças de sentido
Sentido de desvio, origem, fluxo de água.
Expansão para o sentido de formação de palavras, além do sentido literal de desvio.
Consolidação como termo técnico para processos morfológicos de formação de palavras (derivação prefixal, sufixal, etc.).
Manutenção dos sentidos linguísticos e adição de aplicações em áreas como computação ('derivação de dados') e gestão ('derivação de responsabilidade'). O sentido de 'afastamento' ou 'desvio' de um curso ou padrão também é comum.
Primeiro registro
A palavra 'derivação' começa a aparecer em textos em português, inicialmente com seu sentido mais literal e gradualmente incorporando o sentido linguístico. Registros gramaticais e literários da época atestam seu uso.
Momentos culturais
A consolidação da gramática normativa no Brasil e em Portugal, com obras de autores como Fernão de Oliveira e João de Deus, solidificou o uso de 'derivação' como conceito central para a análise da estrutura das palavras.
O desenvolvimento da linguística estrutural e gerativa no Brasil, com figuras como Mattoso Câmara Jr., continuou a explorar e refinar os conceitos de derivação e composição na formação do léxico.
Comparações culturais
Inglês: 'derivation' (mesma origem latina, uso técnico em linguística e outros campos). Espanhol: 'derivación' (idêntica origem e usos linguísticos e gerais). Francês: 'dérivation' (mesma raiz latina, com aplicações similares em linguística e outros campos). Alemão: 'Ableitung' (conceito similar em linguística, mas com etimologia germânica, ligada a 'leiten' - conduzir, guiar).
Relevância atual
A palavra 'derivação' mantém sua relevância como termo técnico fundamental nos estudos da língua portuguesa, tanto na gramática quanto na lexicologia. Seu uso em contextos mais amplos, como em tecnologia e gestão, também a mantém presente no vocabulário contemporâneo. É uma palavra formal e dicionarizada, essencial para a compreensão da estrutura e formação lexical do português.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim 'derivationem', acusativo de 'derivatio', significando 'ato de desviar', 'origem', 'fonte', derivado do verbo 'derivare', que significa 'trazer de um lugar para outro', 'desviar', 'fluir'.
Entrada e Consolidação no Português
Séculos XV-XVI — A palavra 'derivação' entra no vocabulário português, inicialmente com seu sentido mais literal de desvio ou origem de um curso d'água. Rapidamente, o sentido de formação de palavras a partir de outras se estabelece, especialmente com o desenvolvimento da gramática e da lexicologia.
Uso Linguístico e Científico
Séculos XVII-XIX — A palavra 'derivação' torna-se um termo técnico fundamental na linguística e na gramática normativa, descrevendo o processo de criação de novas palavras a partir de radicais existentes (ex: 'livro' → 'livraria', 'livresco'). O sentido de afastamento de um rumo ou de uma corrente de água também se mantém.
Uso Contemporâneo
Séculos XX-XXI — 'Derivação' mantém sua forte presença nos estudos linguísticos e gramaticais. Paralelamente, o sentido de 'afastamento' ou 'desvio' é aplicado em contextos mais amplos, como em 'derivação de dados' na computação ou 'derivação de responsabilidade'. A palavra é formal e dicionarizada, conforme identificado em '4_lista_exaustiva_portugues.txt'.
Do latim derivatio, -onis, pelo francês dérivation.