desacostumar-nos-emos
Derivado do verbo 'desacostumar' (prefixo 'des-' + verbo 'acostumar') com a adição de pronomes oblíquos átonos.
Origem
Deriva do verbo 'acostumar' (do latim 'accommodare') com o prefixo de negação 'des-', acrescido do pronome oblíquo átono 'nos' e da desinência verbal de primeira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo '-emos'.
Mudanças de sentido
Expressava a ideia de deixar de ter um hábito ou familiaridade, com a estrutura gramatical ênclise (pronome após o verbo) sendo comum.
A ideia central permanece, mas a forma 'desacostumar-nos-emos' é considerada arcaica ou excessivamente formal. O sentido é o mesmo, mas a preferência gramatical mudou para a próclise ('nos desacostumaremos') ou construções mais simples ('a gente vai se desacostumar').
Primeiro registro
Registros de formas verbais com ênclise e o verbo 'desacostumar' datam deste período em textos em português arcaico. A forma exata 'desacostumar-nos-emos' pode ser encontrada em manuscritos medievais, embora a digitalização e indexação de tais documentos seja complexa.
Momentos culturais
A forma 'desacostumar-nos-emos' seria esperada em obras literárias que buscam emular a linguagem de épocas passadas, como em romances históricos ou estudos filológicos.
A palavra é frequentemente citada em gramáticas como exemplo de conjugação verbal correta no futuro do presente com pronome oblíquo átono posposto, contrastando com o uso mais comum da próclise.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura equivalente seria 'we shall unaccustom ourselves', que também soa formal e arcaica, sendo mais comum 'we will get used to not...' ou 'we will stop being used to...'. Espanhol: 'nos desacostumbraremos', onde a ênclise é a norma para o futuro do presente, tornando a forma mais natural e menos arcaica que em português. Francês: 'nous nous désaccoutumerons', onde a próclise é a norma, similar ao português brasileiro moderno.
Relevância atual
A forma 'desacostumar-nos-emos' possui relevância principalmente no âmbito da gramática normativa e da filologia, como um exemplo de conjugação e colocação pronominal que, embora correta, caiu em desuso na comunicação cotidiana do português brasileiro. Sua presença é mais acadêmica do que prática.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'acostumar' tem origem no latim 'accommodare' (adaptar, ajustar). O prefixo 'des-' indica negação ou oposição. O pronome 'nos' e a terminação verbal '-emos' indicam a primeira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo. A forma 'desacostumar-nos-emos' é uma construção gramatical que remonta ao português arcaico, onde a próclise (pronome antes do verbo) era menos rígida e a ênclise (pronome depois do verbo) era comum, especialmente em inícios de frase ou após certas conjunções. A forma completa com pronome oblíquo átono posposto ao verbo é a norma culta para o futuro do presente em contextos específicos.
Evolução e Uso na Língua Portuguesa
Séculos XIV-XIX - A palavra 'desacostumar' e suas conjugações, incluindo a forma 'desacostumar-nos-emos', eram usadas em textos literários e documentos formais para expressar a perda de um hábito ou familiaridade. A estrutura com ênclise era mais frequente. A partir do século XX, com a simplificação gramatical e a influência da fala coloquial, a próclise ('nos desacostumaremos') tornou-se mais comum na fala e em textos menos formais, embora a ênclise ainda seja considerada correta em contextos formais e literários.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - A forma 'desacostumar-nos-emos' é gramaticalmente correta, mas raramente utilizada na comunicação oral e escrita do português brasileiro contemporâneo. É mais comum ouvir ou ler 'nós nos desacostumaremos' ou, de forma mais coloquial, 'a gente vai se desacostumar'. A forma original é encontrada principalmente em textos literários que buscam um registro mais arcaico ou formal, ou em estudos gramaticais.
Derivado do verbo 'desacostumar' (prefixo 'des-' + verbo 'acostumar') com a adição de pronomes oblíquos átonos.