desgostar-de-comer

Derivado do verbo 'desgostar' (perder o gosto, desagradar) com a preposição 'de' e o verbo 'comer'.

Origem

Século XVI

Formada pela junção do prefixo 'des-' (negação/oposição) ao verbo 'gostar' (do latim 'gusta-re', provar, saborear) e ao verbo 'comer' (do latim 'comedere', comer). A base é a perda de apreço ou prazer.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Perda de apetite ou desinteresse por alimentos, frequentemente ligada a estados de saúde precária, melancolia ou sofrimento emocional.

Séculos XX-XXI

Amplia-se para descrever uma perda geral de interesse ou prazer na vida, com a alimentação sendo um sintoma ou manifestação dessa condição. Associada a estresse, ansiedade e depressão.

Atualidade

Mantém o sentido de perda de prazer em comer, mas com forte ênfase em causas psicológicas e emocionais. Pode ser usada de forma mais leve para indicar falta de vontade de comer algo específico.

A expressão 'desgostar de comer' no contexto atual frequentemente se refere a um sintoma de desânimo ou apatia geral, onde a alimentação se torna uma atividade sem prazer. É comum em relatos sobre saúde mental, onde a falta de apetite é um sinal de alerta.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em textos literários e médicos da época que descrevem a perda de apetite como sintoma de enfermidades ou estados de espírito abatido. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em romances românticos e realistas, descrevendo personagens melancólicos ou doentes que perdem o interesse pela comida como reflexo de seu estado interior.

Anos 1980-1990

Começa a aparecer em discussões sobre transtornos alimentares e saúde mental, embora de forma menos explícita que em décadas posteriores.

Anos 2010-Atualidade

Frequente em blogs de saúde, vídeos de bem-estar e discussões em redes sociais sobre ansiedade, depressão e estresse, onde a perda de apetite é um tópico recorrente.

Vida emocional

Séculos XVII-XIX

Associada a sentimentos de tristeza, desilusão, melancolia e sofrimento.

Séculos XX-XXI

Carrega o peso de sintomas de doenças mentais como depressão e ansiedade, mas também pode ser usada de forma mais leve para expressar desânimo ou falta de vontade.

Vida digital

Anos 2010-Atualidade

Buscas por 'desgostar de comer' aumentam em conjunto com o interesse por saúde mental e bem-estar. A expressão aparece em posts de redes sociais, fóruns e artigos online.

Atualidade

Utilizada em memes e conteúdos virais que retratam situações de desânimo, estresse ou falta de motivação, muitas vezes com humor. (Referência: corpus_memes_redes_sociais.txt)

Representações

Novelas e Filmes (Século XX-XXI)

Personagens frequentemente exibem 'desgosto de comer' como sinal de sofrimento amoroso, luto ou doença, impactando o enredo e a caracterização.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to lose one's appetite' ou 'to go off food'. Espanhol: 'perder el apetito' ou 'no tener ganas de comer'. Ambas as línguas usam construções mais diretas para descrever a perda de apetite, enquanto o português brasileiro com 'desgostar de comer' carrega uma conotação mais emocional e de aversão.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'desgostar de comer' mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma comum e compreendida de descrever a perda de prazer na alimentação, frequentemente ligada a estados emocionais e psicológicos. Sua presença em discussões sobre saúde mental e bem-estar a mantém atual e significativa.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir do verbo 'gostar' (do latim 'gusta-re', provar, saborear) com o prefixo 'des-' (indica negação ou oposição) e o verbo 'comer' (do latim 'comedere', comer). A expressão 'desgostar de' já existia para indicar aversão ou perda de apreço por algo ou alguém. A junção com 'comer' cria a ideia de perda de prazer na alimentação.

Uso Inicial e Evolução

Séculos XVII-XIX - A expressão começa a ser utilizada em contextos mais formais e literários para descrever a perda de apetite ou o desinteresse por alimentos, muitas vezes associada a doenças, melancolia ou desilusões amorosas. O foco é na perda do prazer sensorial.

Modernização Linguística e Popularização

Séculos XX-XXI - A expressão 'desgostar de comer' se populariza em linguagem coloquial e informal. Ganha nuances de perda de prazer geral na vida, não apenas na comida, mas mantendo a raiz do desinteresse alimentar. Começa a ser usada em contextos de saúde mental e bem-estar, descrevendo sintomas de depressão ou estresse.

Uso Contemporâneo e Digital

Atualidade - A expressão é amplamente utilizada no português brasileiro, tanto na fala cotidiana quanto em contextos escritos informais. É comum em relatos pessoais, discussões sobre saúde e em conteúdos de redes sociais. A perda de apetite é frequentemente associada a questões psicológicas.

desgostar-de-comer

Derivado do verbo 'desgostar' (perder o gosto, desagradar) com a preposição 'de' e o verbo 'comer'.

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