Palavras

desprover-se

Des- (prefixo de negação) + prover (do latim 'providere', no sentido de cuidar, suprir, mas aqui com um sentido de 'tirar o que se tem').

Origem

Latim

Formado do prefixo latino 'des-' (privação, negação) e do verbo latino 'provere' (providenciar, suprir, cuidar, ter à frente). A forma reflexiva 'desprover-se' indica a ação de tirar de si mesmo.

Mudanças de sentido

Formação

Sentido literal de privar-se, tirar o que se tinha ou o que se provia.

Uso Arcaico/Literário

Predominantemente 'despir-se', 'privar-se de bens, honras, ou de si mesmo (espiritualmente)'.

Uso Contemporâneo

Raro na linguagem coloquial. Pode reaparecer em contextos formais ou literários com sentido de renúncia ou privação. Em uso figurado, pode significar 'despir-se de algo abstrato' como preconceitos ou vaidades.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais portugueses, frequentemente em contextos religiosos ou jurídicos, indicando privação de bens ou direitos.

Momentos culturais

Idade Média

Presente em textos de cunho moral e ascético, associado à renúncia dos bens mundanos para alcançar a salvação espiritual.

Renascimento e Barroco

Pode aparecer em obras literárias que exploram temas de perda, despojamento ou desilusão com a vida terrena.

Comparações culturais

Inglês: 'to divest oneself', 'to strip oneself', 'to deprive oneself'. Espanhol: 'despojarse', 'privarse', 'desnudarse'. O sentido de privação e despojamento é comum em várias línguas românicas e germânicas, mas a forma específica 'desprover-se' é menos usual em comparação com sinônimos mais diretos.

Relevância atual

A palavra 'desprover-se' tem baixa relevância na linguagem cotidiana brasileira. É considerada arcaica e formal. Seu uso é restrito a contextos literários, acadêmicos ou a uma linguagem intencionalmente rebuscada. Sinônimos como 'despir-se', 'privar-se' ou 'despojar-se' são preferidos na comunicação corrente.

Origem Latina e Formação

Século XIII - A palavra 'desprover' é formada a partir do latim 'des-' (privação, negação) e 'provere' (providenciar, suprir, cuidar). Inicialmente, o verbo 'prover' significava cuidar, suprir, mas também podia ter o sentido de 'ter à frente', 'prever'. O prefixo 'des-' inverte esse sentido, indicando a falta ou a retirada do que foi provido ou cuidado. A forma reflexiva 'desprover-se' surge para indicar a ação de tirar de si mesmo aquilo que se tinha ou que se deveria ter.

Uso Arcaico e Literário

Séculos XIV a XVIII - O uso de 'desprover-se' é mais comum em textos literários e religiosos, onde o sentido de 'despir-se', 'privar-se de algo' (bens, honras, até mesmo de si mesmo em um sentido espiritual) é predominante. A palavra carrega um peso de renúncia ou de perda.

Desuso e Ressignificação

Séculos XIX a XXI - Com o tempo, o verbo 'desprover' e sua forma reflexiva caem em desuso na linguagem cotidiana, sendo substituídos por sinônimos mais diretos como 'despir-se', 'privar-se', 'despojar-se'. No entanto, em contextos muito específicos, pode reaparecer com um sentido mais formal ou arcaico, ou ser ressignificado em um sentido figurado de 'despir-se de preconceitos' ou 'desprover-se de vaidades'.

desprover-se

Des- (prefixo de negação) + prover (do latim 'providere', no sentido de cuidar, suprir, mas aqui com um sentido de 'tirar o que se tem').

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