destemperança
Derivado de 'temperança' com o prefixo de negação 'des-'.
Origem
Do latim 'intemperantia', com o prefixo 'des-' adicionando um sentido de negação ou intensificação, resultando em 'falta acentuada de temperança'.
Mudanças de sentido
Associada a vícios morais, excessos carnais e desordem espiritual. Ex: 'a destemperança dos costumes'.
Utilizada em tratados médicos para descrever desequilíbrios fisiológicos ou em textos religiosos para condenar a falta de autocontrole. Ex: 'a destemperança da febre'.
Mantém o sentido de excesso e descontrole, mas com uso mais restrito e formal, frequentemente em contextos literários ou para enfatizar a gravidade de um desvio.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e literários da época, como em sermões ou obras que tratam de moralidade e vícios. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)
Momentos culturais
Presente em obras que discutem a reforma moral e religiosa, contrastando a virtude com a 'destemperança' dos pecadores.
Pode aparecer em descrições literárias de personagens com comportamentos excessivos ou desregrados, em romances naturalistas ou realistas.
Vida emocional
Carrega um peso negativo, associado à falta de controle, ao vício e à desordem. Evoca sentimentos de reprovação moral ou preocupação com a saúde e o bem-estar.
Comparações culturais
Inglês: 'Intemperance' ou 'excess'. Espanhol: 'Intemperancia' ou 'desenfreno'. O conceito de falta de moderação é universal, mas a forma específica 'destemperança' é mais particular do português, possivelmente como um intensificador de 'temperança'.
Relevância atual
A palavra 'destemperança' é raramente usada no discurso cotidiano, sendo mais comum em textos acadêmicos, literários ou em contextos que buscam um tom mais formal ou arcaico. Sua compreensão é imediata devido à sua raiz clara, mas seu uso é limitado a nichos específicos.
Origem e Entrada no Português
Deriva do latim 'intemperantia', significando falta de moderação. A forma 'destemperança' surge como um antônimo ou intensificador, indicando uma falta ainda maior de controle ou equilíbrio. Sua entrada no léxico português se dá em um período onde a moralidade e os vícios eram temas recorrentes na literatura e na teologia.
Uso Clássico e Literário
A palavra é encontrada em textos literários e religiosos, frequentemente associada a excessos morais, paixões descontroladas ou desequilíbrios físicos (como febres ou humores corporais). O contexto é de condenação ou advertência.
Uso Contemporâneo
Embora menos comum que 'intemperança', 'destemperança' ainda é utilizada em contextos formais ou literários para descrever um estado de descontrole acentuado, seja de comportamento, emoções ou até mesmo de condições físicas. Sua raridade confere um tom mais enfático ou arcaico.
Derivado de 'temperança' com o prefixo de negação 'des-'.