deveriam-ter-se-relacionado
Formado pela combinação do verbo modal 'dever' (pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do plural), o verbo auxiliar 'ter' (infinitivo), a partícula pronominal 'se' e o particípio passado do verbo 'relacionar'.
Origem
Construção analítica a partir de elementos preexistentes: 'dever' (latim 'debere' - dever, ser devedor) + 'ter' (latim 'tenere' - possuir, manter) + pronome reflexivo 'se' (latim 'se'). A combinação específica para expressar uma obrigação mútua passada não realizada é uma evolução semântica e sintática do português.
Mudanças de sentido
Principalmente como uma forma de expressar uma obrigação ou probabilidade passada que não se concretizou em uma ação recíproca, frequentemente com um tom de lamento ou constatação de um fato não ocorrido.
Mantém o sentido original, mas pode ser empregada em contextos mais amplos, incluindo análises sociais, históricas ou mesmo com um toque de ironia sobre a inércia ou falha na comunicação interpessoal.
A complexidade da forma verbal pode, em alguns contextos informais, ser substituída por construções mais simples, mas a forma completa carrega um peso de formalidade e precisão que a mantém relevante em registros mais elaborados.
Primeiro registro
Difícil de precisar um único registro, pois é uma construção gramatical. Primeiros usos documentados em textos literários e gramaticais que analisavam a conjugação verbal e suas aplicações.
Momentos culturais
Presente em romances e peças teatrais que exploravam dilemas morais, sociais e relacionais, onde a falta de ação mútua era um ponto crucial da trama.
Vida emocional
Associada a sentimentos de oportunidade perdida, arrependimento, frustração, ou a uma análise fria de eventos passados onde a interação mútua era esperada ou necessária.
Vida digital
Menos comum em conversas digitais rápidas devido à sua complexidade. Aparece em fóruns de discussão sobre gramática, em análises de textos literários ou em discussões sobre eventos históricos e sociais onde a falta de cooperação é um tema.
Representações
Pode aparecer em diálogos de filmes, séries ou novelas que retratam situações de mal-entendidos, conflitos não resolvidos ou oportunidades de conexão que foram desperdiçadas entre personagens.
Comparações culturais
Inglês: 'should have related' ou 'ought to have related'. Expressa uma obrigação ou expectativa passada não cumprida. Espanhol: 'deberían haberse relacionado' ou 'hubieran debido relacionarse'. Similar em estrutura e sentido, indicando uma ação mútua passada que não ocorreu. Francês: 'auraient dû se related'. Também reflete uma condição hipotética passada não realizada.
Relevância atual
A expressão continua relevante para descrever cenários onde a falta de ação recíproca teve consequências significativas, seja em relações pessoais, diplomacia, política ou história. Sua precisão gramatical a mantém em uso em contextos que exigem clareza sobre obrigações e eventos passados não concretizados.
Formação Verbal e Primeiros Usos
Século XVI - O verbo 'dever' (do latim 'debere') e o pronome 'se' (do latim 'se') já existiam. A forma 'deveriam' (terceira pessoa do plural do imperfeito do indicativo de dever) e o infinitivo 'ter' (do latim 'tenere') também. A junção para formar o sentido de obrigação mútua não concretizada é uma construção posterior, provavelmente ganhando tração no português falado a partir do século XVI, com a consolidação da língua.
Consolidação Gramatical e Uso Literário
Séculos XVII-XIX - A estrutura 'deveriam ter se relacionado' se estabelece como uma forma gramaticalmente correta para expressar uma ação recíproca hipotética ou obrigatória no passado que não ocorreu. Encontrada em textos literários e formais, indicando arrependimento, oportunidade perdida ou uma expectativa frustrada de interação.
Uso Contemporâneo e Nuances
Século XX-Atualidade - A expressão mantém seu sentido original, mas pode ser usada com nuances de ironia, crítica ou para descrever situações sociais complexas onde a falta de conexão ou ação mútua gerou consequências. Sua complexidade verbal a torna menos comum na fala coloquial rápida, mas presente em reflexões sobre relações interpessoais, políticas ou históricas.
Formado pela combinação do verbo modal 'dever' (pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do plural), o verbo auxiliar 'ter' (infinitiv…