digesto
Do latim digestum, particípio passado de digerere, 'separar, dividir, digerir'.
Origem
Deriva do latim 'digestus', particípio passado de 'digerere', que significa separar, arrumar, classificar ou digerir. Inicialmente, referia-se a uma compilação organizada de textos, especialmente leis.
Mudanças de sentido
Principalmente como 'compilação de leis' ou 'coleção de escritos'. Exemplo: 'Digesto de Justiniano'.
O sentido de 'resumo' ou 'sumário' de uma matéria se expande para além do direito, abrangendo outros campos do saber.
Começa a se consolidar o sentido biológico, referindo-se ao suco gástrico e ao processo de digestão, a partir do latim 'digestio'.
Mantém os sentidos de compilação legal/acadêmica e de suco gástrico. O uso como 'resumo' é mais genérico e menos frequente que os outros dois.
A palavra 'digesto' é formal e dicionarizada, encontrada em contextos específicos. Não possui conotações emocionais fortes ou uso informal generalizado.
Primeiro registro
Registros em latim medieval indicam o uso de 'digestum' para compilações legais. A entrada no português se dá nesse período, com o sentido jurídico.
Momentos culturais
O 'Corpus Juris Civilis' de Justiniano, incluindo o 'Digesto', é um marco fundamental no direito romano e ocidental.
Publicação de compêndios e resumos em diversas áreas do conhecimento, onde o termo 'digesto' poderia ser aplicado a obras de síntese.
Comparações culturais
Inglês: 'Digest' (compilação, resumo, suco gástrico). Espanhol: 'Digesto' (compilação de leis, resumo). Francês: 'Digest' (compilação, resumo). Italiano: 'Digesto' (compilação, resumo, suco gástrico). Todos compartilham a raiz latina e os sentidos principais.
Relevância atual
A palavra 'digesto' mantém sua relevância em contextos jurídicos (como o 'Digesto de Justiniano' e compilações modernas de leis) e médicos (referindo-se ao suco gástrico). É uma palavra formal, com uso técnico específico, sem grande penetração na linguagem coloquial ou digital.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII — do latim 'digestus', particípio passado de 'digerere' (separar, arrumar, digerir). A palavra entrou no português através do latim medieval, com o sentido de compilação ou arranjo de textos.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XIV-XVIII — O sentido de 'compilação de leis' ou 'resumo de matéria' se consolida. O termo é usado em contextos jurídicos e acadêmicos. O sentido biológico (suco gástrico) também se desenvolve.
Uso Contemporâneo
Século XIX - Atualidade — Mantém os sentidos de compilação e resumo, especialmente em textos legais e científicos. O sentido biológico é comum na linguagem médica e cotidiana. A palavra é formal/dicionarizada.
Do latim digestum, particípio passado de digerere, 'separar, dividir, digerir'.