dizer-asneiras
Locução verbal formada pelo verbo 'dizer' e o substantivo 'asneiras' (erros, disparates).
Origem
Deriva da junção do verbo 'dizer' (latim 'dicere') com o substantivo 'asneira' (latim 'asinaria', relacionado a 'asino', burro). O sentido original remete a falar como um burro, ou seja, de forma tola ou sem inteligência.
Mudanças de sentido
Falar tolamente, de forma absurda ou sem fundamento, associado à irracionalidade atribuída aos burros.
O sentido de falar bobagens, disparates ou coisas sem nexo se mantém predominante. Usado para criticar discursos incoerentes ou sem base lógica.
Mantém o sentido original, mas ganha novas conotações na era digital, podendo se referir a desinformação, teorias conspiratórias ou comentários irresponsáveis online. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO
Na contemporaneidade, 'dizer asneiras' pode ser usado em contextos de crítica à disseminação de fake news, discursos de ódio ou opiniões sem embasamento científico ou factual. A internet amplificou a velocidade e o alcance de quem 'diz asneiras', tornando a expressão relevante para descrever fenômenos de desinformação em massa.
Primeiro registro
A expressão começa a aparecer em textos da época, consolidando-se no vocabulário português. Referências podem ser encontradas em obras literárias e documentos que registram o uso coloquial.
Momentos culturais
Presente em obras de autores como Machado de Assis, Gregório de Matos e outros, onde é utilizada para caracterizar personagens ou criticar discursos sociais e políticos da época.
Utilizada em programas de humor e em debates públicos para desqualificar falas consideradas absurdas ou sem sentido.
Comum em discussões sobre política, ciência e redes sociais, frequentemente usada para criticar declarações de figuras públicas ou a propagação de desinformação.
Vida digital
Termo frequentemente usado em comentários de redes sociais para criticar postagens ou opiniões sem fundamento.
Associado a discussões sobre 'fake news' e desinformação online.
Pode aparecer em memes e conteúdos virais que satirizam discursos absurdos.
Comparações culturais
Inglês: 'To talk nonsense', 'to spout rubbish', 'to talk hogwash'. Espanhol: 'Decir tonterías', 'decir barbaridades', 'hablar sandeces'. Francês: 'Dire des bêtises', 'dire des âneries'.
Relevância atual
A expressão 'dizer asneiras' mantém sua relevância no português brasileiro contemporâneo, especialmente em contextos de crítica a discursos públicos, desinformação e polarização. É uma forma coloquial e eficaz de desqualificar falas consideradas sem sentido ou prejudiciais.
Origem e Primeiros Usos
Século XV/XVI — A expressão 'dizer asneiras' surge como uma combinação do verbo 'dizer' (do latim 'dicere') e o substantivo 'asneira' (do latim 'asinaria', relativo a asno, burro). Inicialmente, referia-se a falar tolamente, como um burro.
Consolidação e Uso Literário
Séculos XVII a XIX — A expressão se consolida na língua portuguesa, aparecendo em textos literários e cotidianos para descrever falas sem sentido, absurdas ou sem fundamento. O sentido de 'tolice' ou 'bobagem' se mantém forte.
Modernidade e Era Digital
Século XX até a Atualidade — A expressão continua em uso corrente, adaptando-se a novos contextos. Na era digital, 'dizer asneiras' pode se referir a desinformação, fake news ou comentários sem base em redes sociais.
Locução verbal formada pelo verbo 'dizer' e o substantivo 'asneiras' (erros, disparates).