dizer-asneiras

Locução verbal formada pelo verbo 'dizer' e o substantivo 'asneiras' (erros, disparates).

Origem

Século XV/XVI

Deriva da junção do verbo 'dizer' (latim 'dicere') com o substantivo 'asneira' (latim 'asinaria', relacionado a 'asino', burro). O sentido original remete a falar como um burro, ou seja, de forma tola ou sem inteligência.

Mudanças de sentido

Século XV/XVI

Falar tolamente, de forma absurda ou sem fundamento, associado à irracionalidade atribuída aos burros.

Séculos XVII-XIX

O sentido de falar bobagens, disparates ou coisas sem nexo se mantém predominante. Usado para criticar discursos incoerentes ou sem base lógica.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido original, mas ganha novas conotações na era digital, podendo se referir a desinformação, teorias conspiratórias ou comentários irresponsáveis online. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO

Na contemporaneidade, 'dizer asneiras' pode ser usado em contextos de crítica à disseminação de fake news, discursos de ódio ou opiniões sem embasamento científico ou factual. A internet amplificou a velocidade e o alcance de quem 'diz asneiras', tornando a expressão relevante para descrever fenômenos de desinformação em massa.

Primeiro registro

Século XV/XVI

A expressão começa a aparecer em textos da época, consolidando-se no vocabulário português. Referências podem ser encontradas em obras literárias e documentos que registram o uso coloquial.

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presente em obras de autores como Machado de Assis, Gregório de Matos e outros, onde é utilizada para caracterizar personagens ou criticar discursos sociais e políticos da época.

Século XX

Utilizada em programas de humor e em debates públicos para desqualificar falas consideradas absurdas ou sem sentido.

Atualidade

Comum em discussões sobre política, ciência e redes sociais, frequentemente usada para criticar declarações de figuras públicas ou a propagação de desinformação.

Vida digital

Termo frequentemente usado em comentários de redes sociais para criticar postagens ou opiniões sem fundamento.

Associado a discussões sobre 'fake news' e desinformação online.

Pode aparecer em memes e conteúdos virais que satirizam discursos absurdos.

Comparações culturais

Inglês: 'To talk nonsense', 'to spout rubbish', 'to talk hogwash'. Espanhol: 'Decir tonterías', 'decir barbaridades', 'hablar sandeces'. Francês: 'Dire des bêtises', 'dire des âneries'.

Relevância atual

A expressão 'dizer asneiras' mantém sua relevância no português brasileiro contemporâneo, especialmente em contextos de crítica a discursos públicos, desinformação e polarização. É uma forma coloquial e eficaz de desqualificar falas consideradas sem sentido ou prejudiciais.

Origem e Primeiros Usos

Século XV/XVI — A expressão 'dizer asneiras' surge como uma combinação do verbo 'dizer' (do latim 'dicere') e o substantivo 'asneira' (do latim 'asinaria', relativo a asno, burro). Inicialmente, referia-se a falar tolamente, como um burro.

Consolidação e Uso Literário

Séculos XVII a XIX — A expressão se consolida na língua portuguesa, aparecendo em textos literários e cotidianos para descrever falas sem sentido, absurdas ou sem fundamento. O sentido de 'tolice' ou 'bobagem' se mantém forte.

Modernidade e Era Digital

Século XX até a Atualidade — A expressão continua em uso corrente, adaptando-se a novos contextos. Na era digital, 'dizer asneiras' pode se referir a desinformação, fake news ou comentários sem base em redes sociais.

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Locução verbal formada pelo verbo 'dizer' e o substantivo 'asneiras' (erros, disparates).

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