eclipse
Do latim 'eclipsis', do grego 'ékleipsis' (abbandono, desaparecimento).
Origem
Deriva do grego 'ekleipsis' (ἐκλείψεις), que significa 'abbandono', 'desaparecimento', 'ocultação'.
A palavra foi incorporada ao latim como 'eclipsis'.
Entrou no vocabulário português a partir do latim, mantendo o sentido de ocultação.
Mudanças de sentido
Sentido primário de ocultação astronômica.
Uso metafórico para descrever períodos de trevas, desgraça ou perda de proeminência.
Expansão para contextos psicológicos e sociais, como 'eclipse de uma carreira' ou 'eclipse de uma cultura', indicando um período de declínio ou desaparecimento temporário ou permanente.
Em psicologia, pode referir-se a um estado de supressão de características ou identidade. Em sociologia, a um período em que uma influência ou fenômeno é ofuscado por outro.
Primeiro registro
Registros em textos científicos e literários da época, com o sentido astronômico.
Momentos culturais
A observação de eclipses era um evento científico e cultural significativo, muitas vezes associado a presságios.
Uso frequente em poesia e prosa para evocar sentimentos de melancolia, perda e o sublime.
O fenômeno do eclipse é frequentemente retratado ou usado como metáfora em filmes, séries e canções, como em 'Eclipse' dos Pink Floyd.
Representações
Filmes como 'Eclipse' (2010) da saga Crepúsculo, onde o termo tem um papel central na trama.
A canção 'Eclipse' da banda Pink Floyd, que encerra o álbum 'The Dark Side of the Moon', é um exemplo icônico do uso metafórico.
Presença em obras literárias de diversos gêneros, explorando tanto o fenômeno astronômico quanto suas implicações simbólicas.
Comparações culturais
Inglês: 'eclipse', com origem grega similar e uso astronômico e metafórico. Espanhol: 'eclipse', também de origem grega, com significados equivalentes. Francês: 'éclipse', com a mesma raiz etimológica e usos comparáveis. Alemão: 'Finsternis' (escuridão, eclipse) ou 'Sonnenfinsternis'/'Mondfinsternis' (eclipse solar/lunar), com foco na escuridão.
Relevância atual
A palavra 'eclipse' mantém sua relevância nos campos da astronomia e da cultura popular. Continua a ser usada metaforicamente para descrever períodos de obscuridade, declínio ou transição em diversas áreas da vida humana, desde carreiras e relacionamentos até fenômenos sociais e políticos.
Buscas por 'eclipse' aumentam significativamente durante eventos astronômicos notáveis. A palavra também aparece em discussões sobre transições e mudanças em redes sociais.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XVI — do grego 'ekleipsis' (ἐκλείψεις), significando 'abbandono', 'desaparecimento', 'ocultação'. A palavra entrou no português através do latim 'eclipsis'.
Uso Científico e Literário
Séculos XVII-XIX — termo técnico em astronomia para descrever a ocultação de um corpo celeste por outro. Também utilizada metaforicamente na literatura para expressar momentos de escuridão, perda ou desgraça.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — mantém o sentido astronômico e o uso metafórico, mas ganha novas conotações em contextos psicológicos e sociais, como 'eclipse de personalidade' ou 'eclipse cultural'.
Do latim 'eclipsis', do grego 'ékleipsis' (abbandono, desaparecimento).