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em-excesso

Combinação da preposição 'em' com o substantivo 'excesso'.

Origem

Século XVI

Formada pela preposição 'em' (latim 'in') e o substantivo 'excesso' (latim 'excessus', de 'excedere' - sair, ultrapassar). Refere-se a algo que ultrapassa um limite.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido literal: ultrapassando um limite físico ou quantitativo.

Séculos XVII-XIX

Expansão para o abstrato: intensidade desmedida em emoções, comportamentos e qualidades.

Séculos XX-XXI

Manutenção do sentido de 'mais do que o necessário', com conotações negativas (prejudicial, exagerado) ou neutras (grande quantidade).

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e administrativos da época indicam o uso da locução adverbial 'em excesso' para descrever quantidades ou intensidades superiores ao normal ou esperado. (Referência: corpus_literario_seculo_xvi.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que descrevem excessos da aristocracia ou comportamentos sociais desmedidos.

Anos 1950-1970

Utilizado em discursos sobre consumo e a sociedade de bem-estar, muitas vezes com crítica ao 'excesso' de bens materiais.

Atualidade

Comum em discussões sobre saúde (alimentação em excesso, estresse em excesso), finanças (dívidas em excesso) e bem-estar digital (tempo de tela em excesso).

Vida emocional

Predominantemente Negativo

A locução 'em excesso' carrega frequentemente um peso negativo, associado a desperdício, prejuízo, desequilíbrio, exagero e falta de controle. Raramente é usada de forma positiva sem um contexto específico de alívio ou superação.

Vida digital

Atualidade

Termos como 'comer em excesso', 'gastar em excesso', 'pensar em excesso' são frequentemente buscados em plataformas de saúde, finanças e autoajuda. A expressão aparece em memes e posts sobre situações cotidianas de exagero.

Comparações culturais

Inglês: 'in excess', 'too much'. Espanhol: 'en exceso', 'demasiado'. Ambas as línguas possuem construções similares para expressar a ideia de ultrapassar um limite, com nuances de uso dependendo do contexto e da formalidade.

Relevância atual

Atualidade

A locução 'em excesso' mantém sua alta relevância no português brasileiro, sendo uma ferramenta linguística essencial para descrever e criticar desequilíbrios em diversas esferas da vida moderna, desde o consumo desenfreado até a sobrecarga de informações.

Origem e Primeiros Usos

Século XVI - A forma 'em excesso' surge como locução adverbial, combinando a preposição 'em' (do latim 'in') com o substantivo 'excesso' (do latim 'excessus', derivado de 'excedere', sair, ultrapassar). Inicialmente, referia-se a algo que ultrapassava um limite físico ou quantitativo.

Expansão Semântica e Uso Geral

Séculos XVII-XIX - A locução 'em excesso' consolida-se no português, expandindo seu uso para além do sentido literal. Começa a ser aplicada a conceitos abstratos como emoções, comportamentos e qualidades, indicando intensidade desmedida ou indesejada.

Uso Contemporâneo e Nuances

Séculos XX-XXI - 'Em excesso' é amplamente utilizada em diversos contextos, desde o cotidiano até o técnico e científico. Mantém seu sentido de 'mais do que o necessário', mas pode adquirir conotações negativas (prejudicial, exagerado) ou neutras (simplesmente uma grande quantidade).

em-excesso

Combinação da preposição 'em' com o substantivo 'excesso'.

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