embota
Do latim 'imbutere', significando molhar, embeber.
Origem
Possível origem do latim 'imbecillus' (fraco, mole) ou do grego 'embatos' (entrado, penetrado). O sentido primário é de tornar algo obtuso, sem corte ou sem visão.
Mudanças de sentido
Sentido literal de tornar cego ou sem fio (ex: uma faca embotada).
Desenvolvimento do sentido figurado: tornar algo menos aguçado, menos penetrante, sem vivacidade ou inteligência. Ex: 'uma mente embotada'.
O sentido literal e figurado coexistem em contextos formais. A forma 'embota' é a conjugação verbal do presente do indicativo (ele/ela embota).
No português brasileiro contemporâneo, o verbo 'embotar' e sua conjugação 'embota' são mais comuns em registros escritos formais ou literários. No uso coloquial, outras expressões podem ser preferidas para transmitir a ideia de algo sem corte ou sem vivacidade, como 'cegar', 'perder o fio', 'ficar sem graça' ou 'ficar lento'.
Primeiro registro
Registros em textos literários e jurídicos da época, indicando o uso consolidado do verbo 'embotar' e suas conjugações.
Momentos culturais
Presença em obras literárias barrocas, onde o sentido figurado de 'embotado' (sem vivacidade, melancólico) era explorado.
Comparações culturais
Inglês: 'to blunt' (tornar sem corte, sem agudeza), 'to dull' (tornar sem brilho, sem vivacidade). Espanhol: 'despuntar' (perder a ponta, o fio), 'embotar' (menos comum, mas existe com sentido similar). Francês: 'émousser' (tornar sem fio, sem corte).
Relevância atual
A palavra 'embota' é uma forma verbal formal e dicionarizada em português. Seu uso é mais restrito a contextos que exigem precisão terminológica, como em textos técnicos, literários ou acadêmicos. No cotidiano brasileiro, outras formas de expressão são mais frequentes para transmitir ideias semelhantes.
Origem Etimológica
Origem incerta, possivelmente do latim 'imbecillus' (fraco, mole) ou do grego 'embatos' (entrado, penetrado), com sentido de tornar algo obtuso ou cego. A forma verbal 'embotar' surge em português.
Entrada na Língua Portuguesa
A palavra 'embota' como forma verbal do verbo 'embotar' (tornar cego, obtuso, sem corte) já existia em português arcaico. Seu uso se consolidou em textos literários e jurídicos.
Uso Contemporâneo
A forma 'embota' é uma conjugação verbal do presente do indicativo do verbo 'embotar'. Seu uso é formal e dicionarizado, referindo-se a tornar algo cego, sem fio, ou figurativamente, sem vivacidade ou inteligência. É menos comum no português brasileiro coloquial, que prefere outras construções.
Do latim 'imbutere', significando molhar, embeber.