empalidecer-se
Derivado de 'pálido' com o prefixo 'em-' e o pronome reflexivo '-se'.
Origem
Deriva do latim 'pallidus', que significa pálido, descorado. O verbo 'empalidecer' se forma com o prefixo 'en-' (intensificador) e o sufixo '-ecer' (indicador de processo ou mudança de estado), resultando em 'tornar-se pálido'. A forma reflexiva 'empalidecer-se' é comum em português para indicar que a ação recai sobre o próprio sujeito.
Mudanças de sentido
Sentido literal de perda de cor, associado a medo, doença ou choque.
Ampliação para sentido figurado: diminuição de vivacidade, força ou importância; desvanecimento de emoções ou qualidades.
Em textos literários, 'empalidecer-se' pode descrever a perda de brilho de uma estrela, a diminuição da força de um argumento, ou a desvalorização de algo diante de outra coisa mais proeminente. Ex: 'Sua beleza empalidecia diante da dela.'
Manutenção do sentido literal e figurado, com preferência por formas mais diretas no uso coloquial brasileiro.
No português brasileiro contemporâneo, a forma reflexiva 'empalidecer-se' é menos frequente no dia a dia. É mais comum ouvir 'ele ficou pálido de medo' do que 'ele se empalideceu de medo'. No entanto, a forma verbal 'empalidecer' (sem o pronome reflexivo) é usada, como em 'o medo o empalideceu'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e obras literárias iniciais, onde o sentido literal de perda de cor é predominante. A forma reflexiva já se manifesta.
Momentos culturais
Frequente em poemas e romances para descrever reações emocionais intensas dos personagens, como desespero, paixão ou melancolia, contribuindo para a atmosfera dramática.
A palavra continua a ser utilizada, mas com uma tendência a explorar seus matizes de forma mais irônica ou para criar contrastes, afastando-se do sentimentalismo romântico.
Comparações culturais
Inglês: 'to turn pale', 'to grow pale'. Espanhol: 'empalidecer', 'palidecer'. O uso reflexivo em português ('empalidecer-se') é mais marcado que em inglês, onde a forma não reflexiva é a padrão. Em espanhol, 'empalidecer' é cognato direto e usado de forma similar, com a forma reflexiva 'empalidecerse' também existente e comum.
Francês: 'pâlir'. Italiano: 'impallidire'. O conceito de tornar-se pálido é universal, mas a estrutura verbal e a frequência do uso reflexivo variam entre as línguas românicas e germânicas.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'empalidecer-se' é uma palavra com forte carga literária e poética. Seu uso no cotidiano é menos frequente, sendo muitas vezes substituída por expressões mais simples. No entanto, em contextos que buscam expressividade e um tom mais formal ou dramático, a palavra mantém sua força e beleza.
Origem Etimológica e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'pallidus', que significa pálido, descorado. O verbo 'empalidecer' se forma com o prefixo 'en-' (intensificador) e o sufixo '-ecer' (indicador de processo ou mudança de estado), resultando em 'tornar-se pálido'. A forma reflexiva 'empalidecer-se' é comum em português para indicar que a ação recai sobre o próprio sujeito.
Entrada e Uso na Língua Portuguesa
Idade Média - A palavra 'empalidecer' e sua forma reflexiva 'empalidecer-se' entram no vocabulário português, inicialmente com seu sentido literal de perda de cor, frequentemente associado a medo, doença ou choque. O uso se consolida em textos literários e religiosos.
Consolidação e Ampliação de Sentido
Séculos XVI-XIX - O uso de 'empalidecer-se' se expande na literatura, adquirindo conotações mais figuradas. Passa a descrever não apenas a perda de cor física, mas também a diminuição de vivacidade, força ou importância. É comum em descrições de emoções intensas como vergonha, susto ou desapontamento.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX - Atualidade - 'Empalidecer-se' mantém seu sentido literal, mas é frequentemente usado em contextos literários, poéticos ou para evocar uma imagem vívida de reação emocional. Em conversas informais, pode ser substituído por expressões mais diretas como 'ficar pálido' ou 'perder a cor'. Sua forma reflexiva é menos comum no uso coloquial brasileiro, preferindo-se a transitiva direta ou indireta, ou simplesmente 'ficar pálido'.
Derivado de 'pálido' com o prefixo 'em-' e o pronome reflexivo '-se'.