empestear
Derivado de 'empestar' + sufixo verbal '-ear'.
Origem
Deriva de 'pestilens' (pestilento, contagioso), relacionado a 'pestis' (praga, peste). A ideia é de espalhar algo nocivo.
Mudanças de sentido
Originalmente ligado à disseminação de doenças e pragas (sentido literal).
Ampliação para espalhar mau cheiro, sujeira, ou algo desagradável e perturbador (sentido figurado e mais comum).
Mantém o sentido de espalhar algo nocivo ou desagradável, mas com uso menos frequente no discurso oral.
Embora a palavra exista e seja dicionarizada, no uso coloquial brasileiro, termos como 'cheirar mal', 'estar infestado' ou 'encher de sujeira' são mais comuns para expressar a ideia de empestar.
Primeiro registro
Registros em textos latinos medievais que deram origem ao verbo em línguas românicas. A documentação específica em português pode variar, mas a raiz latina é clara.
Momentos culturais
Pode ter aparecido em descrições de cidades ou ambientes insalubres, ou em relatos de epidemias, onde a ideia de 'empestar' o ambiente era literal.
Menos proeminente em obras literárias de grande circulação, sendo mais comum em textos descritivos ou com foco em ambientes rústicos ou de difícil saneamento.
Comparações culturais
Inglês: O conceito é expresso por verbos como 'to infest', 'to contaminate', 'to reek' (no sentido de mau cheiro). Espanhol: Verbos como 'apestar' (no sentido de cheirar mal) ou 'infestar' (no sentido de pragas) cobrem aspectos do significado. Francês: 'Infester', 'empester' (arcaico, mas com raiz similar).
Relevância atual
A palavra 'empestear' é formal e dicionarizada, mas seu uso oral é limitado. É mais provável encontrá-la em textos literários, históricos ou em contextos que exigem um vocabulário mais erudito para descrever a disseminação de algo nocivo, seja literal (doenças, pragas) ou figurativo (mau cheiro, poluição, desinformação).
Origem Etimológica
Deriva do latim 'pestilens', que significa 'pestilento', 'contagioso', 'nocivo', relacionado a 'pestis' (praga, peste). O verbo 'empestear' surge da ideia de espalhar algo nocivo ou desagradável, como uma doença ou um mau cheiro.
Entrada e Evolução no Português
O verbo 'empestear' foi incorporado ao português, possivelmente a partir do latim vulgar ou de influências posteriores. Inicialmente, referia-se à ação de contaminar ou infestar com peste ou doença. Com o tempo, o sentido se expandiu para abranger a ideia de espalhar mau cheiro, sujeira ou algo desagradável e perturbador.
Uso Contemporâneo
No português brasileiro, 'empestear' é uma palavra formal, encontrada em dicionários, mas seu uso no cotidiano é menos frequente, sendo substituída por sinônimos como 'infestar', 'contaminar', 'encher de mau cheiro' ou 'sujar'. Mantém seu sentido de espalhar algo nocivo ou desagradável, seja literal ou figurativamente.
Derivado de 'empestar' + sufixo verbal '-ear'.