encarrega
Derivado de 'encargo'.
Origem
Do latim 'incarricare', que significa carregar, sobrecarregar. Este termo deu origem ao verbo 'encargar' no espanhol.
O verbo 'encargar' (espanhol) é o precursor direto no português, com o sentido de confiar algo a alguém.
Mudanças de sentido
Entrada no português com o sentido primário de atribuir uma tarefa, incumbência ou responsabilidade a alguém. Sinônimo de confiar, delegar.
O sentido principal se mantém. A palavra 'encarrega' é usada em diversos contextos, desde o profissional ('O chefe o encarrega do projeto') até o pessoal ('Ela se encarrega de cuidar dos filhos').
Em alguns contextos informais, pode haver uma conotação de 'dar trabalho' ou 'impor uma obrigação', mas o sentido dicionarizado é o predominante. O contexto RAG identifica 'encarrega' como uma 'Palavra formal/dicionarizada', indicando a estabilidade de seu sentido.
Primeiro registro
Presença em documentos da época da colonização e nos primeiros escritos em português que refletem a influência do espanhol e do latim.
Momentos culturais
A palavra aparece em crônicas, cartas e obras literárias, descrevendo relações de poder e responsabilidades sociais.
Presente em diálogos de novelas, filmes e músicas, refletindo o cotidiano e as dinâmicas de trabalho e família.
Comparações culturais
Inglês: 'to entrust', 'to assign', 'to charge'. Espanhol: 'encargar'. Francês: 'charger', 'confier'. Italiano: 'incaricare', 'affidare'.
Relevância atual
A palavra 'encarrega' mantém sua relevância como um termo fundamental para descrever a delegação de tarefas e responsabilidades em todos os âmbitos da vida social, profissional e pessoal. Sua forma dicionarizada e formal garante sua presença contínua na comunicação.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'encargar' (espanhol), que por sua vez vem do latim 'incarricare' (carregar, sobrecarregar). A forma 'encarrega' como terceira pessoa do singular do presente do indicativo ou segunda pessoa do singular do imperativo surge com a consolidação do português.
Evolução e Uso
Séculos XVI ao XIX — Uso consolidado na língua portuguesa, referindo-se à ação de confiar uma tarefa ou responsabilidade. Presente em documentos oficiais, literatura e correspondências.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade — Mantém seu sentido dicionarizado de atribuir uma tarefa ou incumbência. Amplamente utilizado em contextos formais e informais, com variações de registro.
Derivado de 'encargo'.