encher-se-ia

Formado a partir do verbo 'encher' (latim 'implere') + pronome oblíquo átono 'se' + desinência de futuro do pretérito do indicativo '-ia'.

Origem

Latim Vulgar

Deriva do latim vulgar 'infundiare', relacionado a 'infundibulum' (funil), significando verter, derramar. O verbo 'encher' vem do latim 'implere'.

Formação do Português

A construção 'encher-se-ia' é uma forma verbal complexa que se desenvolve com a gramática portuguesa, combinando verbo + pronome + desinência verbal.

Mudanças de sentido

Latim e Idade Média

O sentido original de 'encher' (preencher, tornar cheio) é mantido. A adição do futuro do pretérito ('-ia') e do pronome reflexivo ('se') introduz nuances de hipótese, condição e indeterminação.

Século XX e Atualidade

A função gramatical se mantém estável. O sentido é predominantemente condicional ou hipotético ('Se tivesse dinheiro, o carro se compraria') ou de voz passiva sintética ('Por aqui se andaria mais rápido'). Não há grandes ressignificações semânticas, mas sim variações de uso entre a norma culta e a linguagem informal.

Primeiro registro

Idade Média

Registros de formas verbais semelhantes, com o futuro do pretérito e pronomes enclíticos/mesoclíticos, aparecem em textos medievais portugueses, como crônicas e obras literárias. A forma exata 'encher-se-ia' é esperada em textos que seguem a gramática normativa da época.

Momentos culturais

Literatura Clássica e Acadêmica

Presente em obras literárias de autores como Camões, Machado de Assis e outros que utilizam a norma culta do português. É uma marca de formalidade e precisão gramatical.

Ensino de Língua Portuguesa

Frequentemente abordada em gramáticas e aulas de português como exemplo de conjugação verbal e tempos verbais.

Comparações culturais

Inglês: O futuro do pretérito em português ('encher-se-ia') tem equivalentes em construções como 'would be filled' (voz passiva) ou 'one would fill' (voz ativa com sujeito indeterminado), ou ainda em condicionais como 'if it were to be filled'. Espanhol: O equivalente mais próximo é o futuro de subjuntivo ou o condicional simples, como 'se llenaría' (voz passiva sintética) ou 'uno se llenaría' (voz ativa com sujeito indeterminado). Francês: 'se remplirait' (voz passiva sintética).

Relevância atual

Atualidade

A forma 'encher-se-ia' mantém sua relevância na escrita formal, acadêmica e literária no português brasileiro. Sua presença é um indicador de domínio da norma culta. Na linguagem falada e informal, construções mais simples como 'ia encher' ou 'seria enchido' podem ser mais comuns, mas a forma original ainda é compreendida e utilizada em contextos específicos.

Origem Latina e Formação do Português

Século XII-XIII — Deriva do latim vulgar 'infundiare', que por sua vez vem de 'infundibulum' (funil), indicando o ato de verter ou derramar. A forma 'encher-se-ia' surge da combinação do verbo 'encher' (do latim 'implere'), com o pronome reflexivo 'se' e o futuro do pretérito do indicativo ('-ia').

Uso Medieval e Moderno

Idade Média ao Século XIX — A forma 'encher-se-ia' é uma construção gramatical que se estabelece com a consolidação do português. É utilizada em textos literários e religiosos para expressar ações hipotéticas, condicionais ou futuras em relação a um passado.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XX e Atualidade — A forma 'encher-se-ia' continua a ser utilizada na norma culta, especialmente na escrita, para expressar a mesma gama de significados: condição, hipótese, futuro em relação a um passado, ou voz passiva sintética com sujeito indeterminado. É menos comum na fala coloquial, onde outras construções podem ser preferidas.

encher-se-ia

Formado a partir do verbo 'encher' (latim 'implere') + pronome oblíquo átono 'se' + desinência de futuro do pretérito do indicativo '-ia'.

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