encobertara
Derivado do verbo 'cobrir' com o prefixo 'en-'.
Origem
Deriva do latim 'cooperire' (cobrir completamente), com o prefixo intensificador 'in-' (en-). A terminação '-ara' é característica do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.
Mudanças de sentido
O sentido da palavra 'encobertara' está intrinsecamente ligado à sua função gramatical: expressar uma ação de cobrir que foi completada antes de outro evento passado. Não houve mudança de sentido semântico para a palavra em si, mas sim uma mudança na frequência e no contexto de uso da sua forma verbal específica.
A palavra 'encobrir' em si mantém seu sentido de ocultar, disfarçar, esconder. A forma 'encobertara' apenas contextualiza essa ação em um tempo verbal específico que se tornou menos comum.
Primeiro registro
Registros literários e documentais da Idade Média e Renascença em português já apresentam o uso do pretérito mais-que-perfeito simples, incluindo formas como 'encobertara', em crônicas, romances de cavalaria e textos religiosos. A data exata do primeiro registro é difícil de precisar, mas o uso é atestado desde os primórdios da língua escrita.
Momentos culturais
A forma 'encobertara' é encontrada em obras de autores como Luís de Camões, Fernão Lopes e outros cronistas e poetas, onde a riqueza gramatical do pretérito mais-que-perfeito simples era valorizada para a narrativa histórica e épica.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples em português ('encobertara') tem um equivalente funcional no inglês no Past Perfect tense ('had covered'). No entanto, o uso do Past Perfect em inglês também é mais comum e menos restrito a contextos arcaicos do que o pretérito mais-que-perfeito simples em português. Espanhol: O pretérito mais-que-perfeito simples em espanhol ('hubo cubierto' ou 'cubriera' em alguns contextos) também é uma forma verbal que, assim como em português, caiu em desuso na fala cotidiana, sendo substituída pelo pretérito mais-que-perfeito composto ('había cubierto'). Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait couvert') em francês é amplamente utilizado e não é considerado arcaico, sendo o equivalente direto do nosso pretérito mais-que-perfeito composto.
Relevância atual
A forma verbal 'encobertara' possui relevância quase nula no uso prático da língua portuguesa brasileira. Sua importância reside no estudo da gramática histórica, na análise de textos literários e históricos antigos, e na compreensão da evolução das formas verbais. Na comunicação cotidiana, é substituída por construções mais simples e usuais como 'tinha encoberto'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'cobrir' deriva do latim 'cooperire', que significa 'cobrir completamente'. O prefixo 'en-' (do latim 'in-') intensifica a ação. A forma 'encobertara' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo, indicando uma ação passada anterior a outra ação passada.
Uso Arcaico e Literário
Séculos XIV a XIX - A forma 'encobertara' e outras do pretérito mais-que-perfeito simples eram mais comuns na escrita literária e formal, especialmente em textos que narravam eventos passados de forma sequencial. Seu uso era para descrever uma ação que já havia sido concluída antes de outra ação passada.
Declínio do Uso e Substituição
Século XX - O pretérito mais-que-perfeito simples em '-ra' (como 'encobertara') começou a cair em desuso na fala cotidiana e até mesmo na escrita, sendo gradualmente substituído pelo pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha encoberto') ou por outras construções verbais que expressavam a mesma ideia de anterioridade.
Uso Contemporâneo e Contexto Atual
Atualidade - A forma 'encobertara' é raramente utilizada na língua falada e escrita do português brasileiro contemporâneo. Seu uso é restrito a contextos muito formais, acadêmicos, ou em citações de textos antigos. A forma mais comum para expressar a ideia de anterioridade passada é o pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha encoberto').
Derivado do verbo 'cobrir' com o prefixo 'en-'.