enfadarem-se

Derivado do verbo 'enfadar' (do latim 'infantiare', tornar infantil, mimar, aborrecer) + pronome reflexivo 'se'.

Origem

Século XIII

Do latim 'infans' (criança, aquele que não fala), com o sufixo verbal '-are' e o pronome reflexivo '-se'. Inicialmente, o sentido podia estar ligado a tornar alguém infantil ou tolo, evoluindo para o de causar aborrecimento.

Mudanças de sentido

Idade Média

O verbo 'enfadar' e suas formas pronominais começam a ser usados para descrever o ato de causar aborrecimento ou tédio em alguém.

Século XVIII

O sentido se consolida para o de sentir-se aborrecido, entediado ou desanimado, especialmente em contextos sociais e literários.

Século XIX

A forma pronominal 'enfadarem-se' é comum em descrições de estados de espírito, como em romances e crônicas, indicando um tédio profundo ou desinteresse.

Atualidade

O sentido de 'tornar-se entediado' ou 'aborrecer-se' permanece estável e de uso corrente no português brasileiro.

A palavra 'enfadarem-se' é um reflexo direto do latim e manteve seu núcleo semântico de aborrecimento ou tédio ao longo dos séculos. Não sofreu grandes ressignificações no português brasileiro, mantendo-se como um termo descritivo de um estado emocional negativo.

Primeiro registro

Registros do uso do verbo 'enfadar' e suas conjugações pronominais datam da Idade Média em textos em português antigo, com a forma 'enfadarem-se' consolidando-se em séculos posteriores. Referências em obras literárias portuguesas e, posteriormente, brasileiras, a partir do século XVII.

Momentos culturais

Século XIX

Frequentemente encontrada em obras literárias do Romantismo e Realismo, descrevendo o tédio existencial ou social de personagens.

Século XX

Aparece em canções populares e textos que retratam o cotidiano e as frustrações da vida urbana.

Vida emocional

Associada a sentimentos de desânimo, tédio, apatia e frustração. Carrega um peso negativo, indicando um estado de espírito indesejado.

Vida digital

Menos comum em gírias digitais ou memes, mas aparece em discussões sobre rotina, trabalho e lazer, frequentemente em contraste com a busca por novidades ou entretenimento.

Pode ser usada ironicamente em posts sobre a monotonia do dia a dia.

Representações

Presente em diálogos de novelas, filmes e séries que retratam personagens em situações de tédio, desinteresse ou descontentamento com a vida ou com uma situação específica.

Comparações culturais

Inglês: 'to get bored', 'to become weary'. Espanhol: 'aburrirse', 'hartarse'. Francês: 's'ennuyer'. Italiano: 'annoiarsi'.

Relevância atual

A palavra 'enfadarem-se' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo direto e eficaz para descrever o estado de tédio ou aborrecimento. É uma palavra de uso cotidiano, sem conotações arcaicas ou excessivamente formais, embora possa soar um pouco mais 'culta' que 'ficar entediado'.

Origem Latina e Formação

Século XIII - Deriva do latim 'infans', que significa 'criança', 'aquele que não fala'. O sufixo '-are' indica ação, e '-se' indica reflexividade. A palavra 'enfadar' surge com o sentido de tornar alguém infantil, tolo, ou de causar aborrecimento.

Evolução do Sentido e Uso

Idade Média a Século XIX - O sentido evolui de 'causar aborrecimento' para 'sentir aborrecimento' ou 'entusiasmo diminuído'. O uso se consolida em textos literários e cotidianos para descrever um estado de tédio ou desânimo.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX e Atualidade - A palavra 'enfadarem-se' é amplamente utilizada no português brasileiro para expressar o ato de ficar entediado, aborrecido ou desinteressado. Mantém sua forma e sentido, sendo comum em contextos informais e formais.

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Derivado do verbo 'enfadar' (do latim 'infantiare', tornar infantil, mimar, aborrecer) + pronome reflexivo 'se'.

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