enfadarem-se
Derivado do verbo 'enfadar' (do latim 'infantiare', tornar infantil, mimar, aborrecer) + pronome reflexivo 'se'.
Origem
Do latim 'infans' (criança, aquele que não fala), com o sufixo verbal '-are' e o pronome reflexivo '-se'. Inicialmente, o sentido podia estar ligado a tornar alguém infantil ou tolo, evoluindo para o de causar aborrecimento.
Mudanças de sentido
O verbo 'enfadar' e suas formas pronominais começam a ser usados para descrever o ato de causar aborrecimento ou tédio em alguém.
O sentido se consolida para o de sentir-se aborrecido, entediado ou desanimado, especialmente em contextos sociais e literários.
A forma pronominal 'enfadarem-se' é comum em descrições de estados de espírito, como em romances e crônicas, indicando um tédio profundo ou desinteresse.
O sentido de 'tornar-se entediado' ou 'aborrecer-se' permanece estável e de uso corrente no português brasileiro.
A palavra 'enfadarem-se' é um reflexo direto do latim e manteve seu núcleo semântico de aborrecimento ou tédio ao longo dos séculos. Não sofreu grandes ressignificações no português brasileiro, mantendo-se como um termo descritivo de um estado emocional negativo.
Primeiro registro
Registros do uso do verbo 'enfadar' e suas conjugações pronominais datam da Idade Média em textos em português antigo, com a forma 'enfadarem-se' consolidando-se em séculos posteriores. Referências em obras literárias portuguesas e, posteriormente, brasileiras, a partir do século XVII.
Momentos culturais
Frequentemente encontrada em obras literárias do Romantismo e Realismo, descrevendo o tédio existencial ou social de personagens.
Aparece em canções populares e textos que retratam o cotidiano e as frustrações da vida urbana.
Vida emocional
Associada a sentimentos de desânimo, tédio, apatia e frustração. Carrega um peso negativo, indicando um estado de espírito indesejado.
Vida digital
Menos comum em gírias digitais ou memes, mas aparece em discussões sobre rotina, trabalho e lazer, frequentemente em contraste com a busca por novidades ou entretenimento.
Pode ser usada ironicamente em posts sobre a monotonia do dia a dia.
Representações
Presente em diálogos de novelas, filmes e séries que retratam personagens em situações de tédio, desinteresse ou descontentamento com a vida ou com uma situação específica.
Comparações culturais
Inglês: 'to get bored', 'to become weary'. Espanhol: 'aburrirse', 'hartarse'. Francês: 's'ennuyer'. Italiano: 'annoiarsi'.
Relevância atual
A palavra 'enfadarem-se' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo direto e eficaz para descrever o estado de tédio ou aborrecimento. É uma palavra de uso cotidiano, sem conotações arcaicas ou excessivamente formais, embora possa soar um pouco mais 'culta' que 'ficar entediado'.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'infans', que significa 'criança', 'aquele que não fala'. O sufixo '-are' indica ação, e '-se' indica reflexividade. A palavra 'enfadar' surge com o sentido de tornar alguém infantil, tolo, ou de causar aborrecimento.
Evolução do Sentido e Uso
Idade Média a Século XIX - O sentido evolui de 'causar aborrecimento' para 'sentir aborrecimento' ou 'entusiasmo diminuído'. O uso se consolida em textos literários e cotidianos para descrever um estado de tédio ou desânimo.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - A palavra 'enfadarem-se' é amplamente utilizada no português brasileiro para expressar o ato de ficar entediado, aborrecido ou desinteressado. Mantém sua forma e sentido, sendo comum em contextos informais e formais.
Derivado do verbo 'enfadar' (do latim 'infantiare', tornar infantil, mimar, aborrecer) + pronome reflexivo 'se'.