enganam-se

Do latim 'ingannare'.

Origem

Século XIII

Do latim 'incredere' (confiar, acreditar), evoluindo para 'desacreditar', 'não confiar' no português arcaico. A forma 'enganam-se' é a conjugação verbal pronominal.

Mudanças de sentido

Séculos XIV-XVIII

Consolidação do sentido de iludir, ludibriar, falhar na percepção ou julgamento.

Séculos XIX-Atualidade

Manutenção do sentido original de estar equivocado ou iludido, com nuances de advertência, constatação ou ironia no português brasileiro.

A palavra 'enganam-se' pode ser usada para corrigir alguém ('Se pensam que isso é fácil, enganam-se'), para constatar um erro coletivo ('Os que acreditavam na solução rápida enganam-se') ou de forma irônica para sublinhar a ingenuidade de um grupo ('Eles acham que vão conseguir? Enganam-se bem').

Primeiro registro

Século XIII

Registros do português arcaico já apresentam o verbo 'enganar' com o sentido de desacreditar ou não confiar, precursor da forma 'enganam-se'.

Momentos culturais

Literatura Clássica

Presente em obras literárias de Camões, Machado de Assis e outros, onde o engano e a ilusão são temas recorrentes.

Música Popular Brasileira

Utilizada em letras de músicas para expressar desilusões amorosas ou críticas sociais.

Vida emocional

Associada a sentimentos de decepção, frustração, mas também a uma certa superioridade de quem percebe o erro alheio.

Vida digital

A expressão 'enganam-se' aparece em comentários de redes sociais, fóruns e artigos online, frequentemente em discussões onde opiniões divergentes se confrontam.

Pode ser usada em memes para ironizar previsões ou crenças equivocadas.

Representações

Novelas e Filmes

Frequentemente empregada em diálogos para indicar que um personagem está sendo iludido ou que sua percepção da realidade está distorcida.

Comparações culturais

Inglês: 'they are mistaken', 'they are wrong'. Espanhol: 'se equivocan', 'están engañados'. Francês: 'ils se trompent'. Italiano: 'si sbagliano'.

Relevância atual

A expressão 'enganam-se' continua sendo uma forma direta e eficaz de apontar um erro de julgamento ou uma ilusão, mantendo sua relevância em debates, análises e na comunicação cotidiana no Brasil.

Origem Latina e Formação

Século XIII - Deriva do verbo latino 'incredere', que significa 'confiar', 'acreditar'. A forma 'enganar' surge no português arcaico, com o sentido de 'desacreditar', 'não confiar'. A forma 'enganam-se' é a terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'enganar-se', um verbo pronominal que indica que o sujeito se engana ou é enganado.

Evolução do Sentido e Uso

Séculos XIV-XVIII - O verbo 'enganar' e suas conjugações, como 'enganam-se', consolidam-se no léxico português com o sentido de iludir, ludibriar, falhar na percepção ou no julgamento. É amplamente utilizado na literatura e na fala cotidiana para descrever erros de percepção, traições e equívocos.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-Atualidade - A forma 'enganam-se' mantém seu sentido original de estar equivocado ou iludido. No português brasileiro, é comum em contextos formais e informais, podendo carregar nuances de advertência, constatação ou até mesmo ironia, dependendo do contexto e da entonação.

enganam-se

Do latim 'ingannare'.

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