enganaram-se
Derivado do verbo 'enganar' com o pronome reflexivo 'se'.
Origem
Deriva do latim vulgar *ingannare*, possivelmente de *in-* (em) + *ganna* (garganta, goela), com sentido de 'engolir', evoluindo para 'iludir', 'enganar'.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'engolir' evoluiu para 'iludir', 'ludibriar', 'cometer erro' ou 'ser vítima de falsidade'. A forma 'enganaram-se' especifica a ação reflexiva ou mútua.
A nuance de 'enganaram-se' pode variar: pode indicar que um grupo de pessoas cometeu um erro coletivo ('Eles se enganaram com as previsões do tempo'), que cada indivíduo dentro de um grupo se enganou individualmente ('Os alunos se enganaram nas respostas'), ou que houve uma ilusão mútua ('Os namorados se enganaram sobre os sentimentos um do outro').
Primeiro registro
Registros do verbo 'enganar' e suas conjugações, incluindo formas reflexivas como 'enganaram-se', datam da Idade Média em textos em português arcaico. A documentação exata da primeira ocorrência de 'enganaram-se' é difícil de precisar, mas o verbo já estava estabelecido.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de Camões, Machado de Assis, Guimarães Rosa, entre outros, onde 'enganaram-se' é usado para descrever equívocos de personagens, ilusões ou traições.
A palavra ou suas variações podem aparecer em letras de músicas para expressar desilusão amorosa ou crítica social.
Vida digital
Em fóruns online e redes sociais, 'enganaram-se' é usado em discussões sobre notícias falsas, teorias da conspiração, ou em comentários sobre erros em jogos e competições. Pode aparecer em memes ou em legendas de vídeos que retratam situações de engano ou erro cômico.
Comparações culturais
Inglês: 'they were mistaken', 'they deceived themselves', 'they fooled themselves'. Espanhol: 'se equivocaron', 'se engañaron'. Francês: 'ils se sont trompés', 'ils se sont leurrés'. Italiano: 'si sono sbagliati', 'si sono ingannati'. O conceito de cometer um erro ou ser iludido, expresso pela forma reflexiva, é universal, mas as construções verbais e nuances etimológicas variam.
Relevância atual
A forma 'enganaram-se' continua sendo uma construção gramaticalmente correta e semanticamente clara no português brasileiro, utilizada para descrever a ocorrência de erros, equívocos ou a experiência de ser iludido por outrem ou por si mesmo. Sua relevância reside na sua capacidade de expressar uma gama de situações, desde lapsos de memória até enganos deliberados.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'enganar' tem origem no latim vulgar *ingannare*, possivelmente derivado de *in-* (em) + *ganna* (garganta, goela), com o sentido de 'engolir', 'devorar', e posteriormente 'iludir', 'enganar'. A forma 'enganaram-se' é a terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo do verbo 'enganar' com o pronome reflexivo 'se', indicando que o sujeito realizou a ação sobre si mesmo ou que a ação ocorreu mutuamente.
Evolução no Português
Idade Média a Século XIX - O verbo 'enganar' e suas conjugações, como 'enganaram-se', consolidam-se na língua portuguesa. O sentido de iludir, ludibriar, cometer erro ou ser vítima de falsidade é amplamente utilizado na literatura e na fala cotidiana. A construção reflexiva 'enganaram-se' enfatiza a autoinfligência do erro ou a reciprocidade da ilusão.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX e Atualidade - A forma 'enganaram-se' mantém seu sentido original de cometer erro, iludir-se ou ser iludido. É comum em contextos formais e informais, referindo-se a equívocos factuais, julgamentos errôneos ou situações em que alguém foi ludibriado. A construção é gramaticalmente correta e amplamente compreendida.
Derivado do verbo 'enganar' com o pronome reflexivo 'se'.