enganassem-se
Derivado do verbo 'enganar' com o pronome reflexivo 'se'.
Origem
Do latim vulgar *ingannare*, com o sentido de 'fraude', 'engano'. A forma 'enganar-se' indica a ação voltada para o próprio sujeito. O pretérito imperfeito do subjuntivo ('enganassem') expressa irrealidade ou hipótese no passado.
Mudanças de sentido
Expressão de hipóteses, desejos ou dúvidas em relação a ações passadas que não se concretizaram ou eram incertas. Ex: 'Se eles se enganassem, a culpa seria deles.'
Mantém o sentido original de hipótese ou condição irreal no passado, sendo empregada em contextos formais e literários. O sentido de 'ser enganado' ou 'cometer um erro' permanece central.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em português, como crônicas e textos religiosos, onde a conjugação verbal já se apresentava de forma similar à atual.
Momentos culturais
Presente em obras literárias do Romantismo e Realismo, onde a forma verbal era utilizada para construir narrativas complexas e expressar dilemas dos personagens.
Utilizada em romances, peças de teatro e letras de música que exploravam temas de ilusão, desilusão e engano.
Vida emocional
A forma verbal carrega um peso de incerteza, possibilidade de erro ou de uma realidade alternativa que não se concretizou. Evoca sentimentos de dúvida, arrependimento ou a constatação de uma falha.
Vida digital
A forma 'enganassem-se' é raramente encontrada em contextos digitais informais, sendo mais comum em citações de textos clássicos ou em discussões sobre gramática normativa. Buscas por esta forma específica tendem a ser acadêmicas ou de estudo da língua.
Representações
Pode aparecer em diálogos de filmes, séries ou novelas que buscam retratar um discurso mais formal ou literário, ou em cenas que exploram a possibilidade de um engano passado.
Comparações culturais
Inglês: 'if they were mistaken' ou 'should they have been deceived'. Espanhol: 'se hubieran equivocado' ou 'se engañaran'. Ambas as línguas possuem formas verbais no subjuntivo para expressar hipóteses ou condições passadas, com estruturas gramaticais distintas.
Relevância atual
A forma 'enganassem-se' mantém sua relevância como parte do repertório gramatical do português brasileiro, sendo essencial para a expressão de nuances temporais e modais em contextos formais e literários. Sua compreensão é fundamental para a leitura e interpretação de textos mais elaborados.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'enganar' tem origem no latim vulgar *ingannare*, possivelmente relacionado a 'enganho', 'fraude'. A forma reflexiva 'enganar-se' surge para indicar que a ação recai sobre o próprio sujeito. A conjugação no pretérito imperfeito do subjuntivo ('enganassem') é uma forma verbal que expressa hipótese, desejo ou dúvida em tempos passados.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVIII - A forma 'enganassem-se' consolida-se na língua portuguesa, sendo utilizada em contextos literários e cotidianos para expressar situações hipotéticas ou condicionais no passado. O uso do pronome oblíquo átono 'se' após o verbo é uma característica da norma culta da época.
Uso Contemporâneo no Brasil
Séculos XIX-Atualidade - A forma 'enganassem-se' continua a ser utilizada na norma culta do português brasileiro, especialmente em textos formais, literários e acadêmicos. Em contextos informais, pode haver variações na colocação pronominal ou substituição por outras estruturas, mas a forma original mantém sua validade gramatical.
Derivado do verbo 'enganar' com o pronome reflexivo 'se'.