engastada
Particípio passado feminino de 'engastar', do italiano 'incastare'.
Origem
Deriva do verbo 'engastar', com possível origem no latim vulgar *incastellare* (cercar, fortificar) ou no germânico *gasten* (fixar). A forma 'engastada' é o particípio passado feminino.
Mudanças de sentido
Sentido literal: fixado, encaixado, especialmente joias em metais preciosos. Ex: 'a esmeralda engastada no anel'.
Sentido literal mantido e sentido metafórico expandido: firmemente inserido, integrado, fixado em um contexto. Ex: 'a cena engastada na paisagem montanhosa', 'a ideia engastada no argumento'.
Primeiro registro
Registros em textos sobre ourivesaria e artes decorativas, descrevendo a técnica de fixação de gemas. (Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt)
Momentos culturais
Presente em descrições de joias e artefatos em obras literárias e inventários, associada ao luxo e à arte.
Utilizada em descrições literárias e artísticas para evocar imagens de integração e fixidez, tanto em contextos naturais quanto conceituais.
Comparações culturais
Inglês: 'set', 'mounted', 'embedded'. O inglês 'set' (como em 'a diamond set in a ring') e 'mounted' compartilham o sentido literal de fixação. 'Embedded' pode ter uma conotação mais profunda de inserção. Espanhol: 'engastada' (derivado do mesmo radical ibérico), 'montada', 'incrustada'. O espanhol 'engastada' é um cognato direto, mantendo o sentido original. Francês: 'sertie' (para joias), 'intégrée', 'incorporée'. 'Sertie' é o equivalente direto para joalheria.
Relevância atual
A palavra 'engastada' mantém sua relevância em contextos técnicos (joalheria, design) e em usos metafóricos que descrevem integração e fixidez, sendo uma palavra formal e dicionarizada. (Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt)
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do verbo 'engastar', que por sua vez tem origem incerta, possivelmente do latim vulgar *incastellare* (cercar, fortificar) ou do germânico *gasten* (fixar). A forma 'engastada' surge como particípio passado feminino.
Evolução do Uso
Séculos XVI a XIX — Uso predominantemente ligado à ourivesaria e joalheria, descrevendo pedras preciosas fixadas em metais. Expande-se para descrever objetos encaixados ou fixados em suportes diversos.
Uso Moderno e Contemporâneo
Século XX à Atualidade — Mantém o sentido técnico em ourivesaria e outras artes aplicadas. Amplia-se metaforicamente para descrever algo firmemente inserido, fixado ou integrado em um contexto maior, como uma ideia 'engastada' em um discurso ou uma paisagem 'engastada' em montanhas.
Particípio passado feminino de 'engastar', do italiano 'incastare'.