engodou-se
Derivado de 'engodo' (armadilha, engano).
Origem
Deriva do latim 'ingaudium', que significava prazer, deleite, mas também podia ter conotação de ardil ou engano.
Formou-se o substantivo 'engodo' (armadilha, fraude, artifício para atrair) e, posteriormente, o verbo 'engodar' (atrair com engodo, seduzir, iludir).
Mudanças de sentido
Sentido primário de atrair com artifício, como na pesca ou caça. Ex: 'O pescador engodou o peixe com minhoca.'
Desenvolvimento do sentido reflexivo: 'engodar-se', ou seja, cair no engodo, ser enganado. A forma 'engodou-se' é a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo 'engodar' na voz reflexiva. Ex: 'O viajante incauto engodou-se com as promessas do mercador.'
Diminuição do uso. A forma 'engodou-se' soa arcaica ou literária. Sinônimos como 'caiu', 'foi enganado', 'se deixou ludibriar' são preferidos na comunicação corrente.
O uso de 'engodou-se' pode ser intencional para conferir um tom mais formal, literário ou até irônico à narrativa, remetendo a um tipo de engano mais elaborado ou a uma situação onde a vítima foi particularmente ingênua.
Primeiro registro
Registros do verbo 'engodar' em textos da época, com o sentido de atrair ou iludir. A forma 'engodou-se' como reflexiva aparece em textos posteriores, consolidando-se nos séculos XVII e XVIII.
Momentos culturais
A palavra e suas conjugações aparecem em obras literárias dos séculos XVII a XIX, como em contos e romances que descrevem enganos, traições ou situações de vulnerabilidade. Exemplo hipotético: 'O nobre, em sua arrogância, engodou-se com as palavras lisonjeiras do cortesão.'
Comparações culturais
Inglês: 'He was duped', 'He fell for it', 'He was tricked'. Espanhol: 'Se dejó engañar', 'Cayó en la trampa', 'Fue embaucado'. Francês: 'Il s'est laissé tromper', 'Il est tombé dans le panneau'.
Relevância atual
A forma 'engodou-se' tem baixa relevância no uso coloquial do português brasileiro. É uma palavra que pertence mais ao registro formal, literário ou histórico. Sua compreensão é imediata pelo contexto, mas seu uso ativo é raro, sendo substituída por termos mais correntes e diretos para expressar a ideia de ser enganado ou cair em armadilha.
Origem e Formação
Século XVI - Derivação do substantivo 'engodo' (armadilha, engano, fraude), que por sua vez vem do latim 'ingaudium' (prazer, deleite, mas também ardil). A forma verbal 'engodar' surge nesse período, com o sentido de atrair com engodo.
Evolução do Sentido
Séculos XVII-XIX - O verbo 'engodar' e suas conjugações, como 'engodou-se', passam a ser usados para descrever a ação de cair em um engodo, ser enganado ou cair em uma armadilha, especialmente em contextos de caça ou pesca, mas também em sentido figurado.
Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade - A forma 'engodou-se' é menos comum no português brasileiro contemporâneo, sendo substituída por sinônimos como 'caiu', 'foi enganado', 'se deixou levar', 'foi pego'. O uso é mais restrito a contextos literários ou para evocar um tom arcaico ou formal.
Derivado de 'engodo' (armadilha, engano).