enlouquecem
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *inlocutus, particípio passado de *inloqui, 'falar demais', 'falar sem parar'.
Origem
Deriva do radical 'louco' (origem incerta, possivelmente pré-romana ou germânica) acrescido do sufixo verbal '-ecer', que indica processo ou transformação.
Mudanças de sentido
Sentido literal de perda de sanidade, frequentemente associado a paixões, desespero ou influências externas.
Mantém o sentido literal, mas é amplamente utilizado metaforicamente para descrever comportamentos extremos, paixões intensas ou situações caóticas. A forma 'enlouquecem' é a conjugação verbal que descreve a ação ocorrendo em múltiplos sujeitos ou de forma generalizada.
Primeiro registro
A forma verbal 'enlouquecem' e o verbo 'enlouquecer' começam a aparecer em textos em português a partir do século XVI, consolidando-se na língua.
Momentos culturais
Frequentemente empregado em obras literárias para retratar personagens em estados de grande sofrimento emocional, amor obsessivo ou desespero existencial, como em tragédias ou romances passionais.
Utilizado em letras de músicas para expressar intensidade de sentimentos, seja amor, dor ou revolta, contribuindo para a carga emocional das canções.
Vida emocional
A palavra carrega um peso semântico significativo, associado à perda de controle, irracionalidade e, por vezes, ao sofrimento. Pode evocar tanto a fragilidade humana quanto a força avassaladora de certas emoções.
Representações
Personagens que 'enlouquecem' ou cujas ações são descritas como tal são recorrentes em dramas, thrillers psicológicos e comédias, explorando os limites da sanidade e da realidade.
Comparações culturais
Inglês: 'to go mad', 'to go crazy', 'to lose one's mind'. Espanhol: 'enloquecer', 'perder la cabeza'. Ambos os idiomas compartilham a ideia de perda de razão ou sanidade. O francês 'devenir fou' e o alemão 'verrückt werden' também expressam o mesmo conceito de transformação em loucura.
Relevância atual
Em 2024, 'enlouquecem' continua sendo uma palavra de uso corrente, tanto em seu sentido literal quanto figurado. Sua presença em discursos sobre saúde mental, relacionamentos intensos e situações de estresse social demonstra sua contínua relevância semântica e emocional na língua portuguesa.
Origem e Evolução
Século XVI - A palavra 'enlouquecer' surge a partir do radical 'louco', de origem incerta, possivelmente pré-romana ou germânica, com o sufixo verbal '-ecer', indicando processo ou transformação. A forma 'enlouquecem' é a terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo.
Uso Histórico e Social
Séculos XVI a XIX - O termo é usado em contextos literários e cotidianos para descrever a perda de sanidade, frequentemente associada a paixões avassaladoras, desespero ou influências sobrenaturais. Em comparações culturais, o inglês 'to go mad' ou 'to go crazy' e o espanhol 'enloquecer' compartilham a mesma raiz semântica de perda de razão.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade - 'Enlouquecem' mantém seu sentido literal, mas ganha novas conotações. É empregado metaforicamente para descrever comportamentos extremos, paixões intensas ou situações caóticas. A palavra é formalmente registrada em dicionários como 'tornar ou ficar louco; perder o juízo', conforme identificado em '4_lista_exaustiva_portugues.txt'.
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *inlocutus, particípio passado de *inloqui, 'falar demais', 'falar sem parar'.