entanto

Do latim 'in' + 'tanto'.

Origem

Latim

Deriva do advérbio e conjunção latina 'interim', que significa 'enquanto', 'entrementes', 'nesse meio tempo'.

Português Arcaico

Formou-se pela junção da preposição 'em' com o advérbio 'tanto', possivelmente como uma intensificação de 'em tempo' ou 'nesse tempo'.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

Conjunção adversativa ou conclusiva, com sentido de 'contudo', 'todavia', 'apesar disso', 'não obstante'.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido formal, mas com menor frequência de uso em comparação a sinônimos como 'no entanto', 'porém', 'mas'. Pode ser percebido como ligeiramente mais enfático ou formal que 'no entanto'.

Primeiro registro

Século XV/XVI

Registros em textos da época da formação do português moderno, como crônicas e documentos administrativos, indicando seu uso como conjunção.

Momentos culturais

Renascimento e Barroco

Presente em obras literárias de Camões e outros autores, onde a conjunção adversativa era frequentemente empregada para criar complexidade argumentativa e estilística.

Século XIX

Utilizado em romances e ensaios, refletindo a norma culta da época.

Comparações culturais

Inglês: 'however', 'nevertheless', 'meanwhile' (dependendo do contexto de adversidade ou simultaneidade). Espanhol: 'sin embargo', 'no obstante', 'entretanto' (muito similar em etimologia e uso). Francês: 'cependant', 'toutefois', 'pourtant'.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'entanto' é formal e menos comum no dia a dia falado ou na escrita informal. Sua presença é mais notada em textos acadêmicos, jurídicos, jornalísticos de opinião e literatura que buscam um registro mais elevado. A forma 'no entanto' é a preferida na maioria dos contextos adversativos.

Origem e Entrada no Português

Século XV/XVI — Derivado da conjunção latina 'interim' (enquanto, entretanto), com o sentido de 'ao mesmo tempo' ou 'nesse ínterim'. A forma 'em tanto' (em mais tanto) sugere uma intensificação temporal ou de condição.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XVI-XIX — Predominantemente como conjunção adversativa ou conclusiva, similar a 'contudo', 'todavia', 'no entanto'. Uso formal em textos literários e jurídicos. Anos 1950-1980 — Mantém o uso formal, mas começa a aparecer em contextos mais coloquiais, embora menos frequente que 'mas' ou 'porém'.

Uso Contemporâneo e Digital

Atualidade — Continua sendo uma conjunção formal, mas seu uso em textos informais e na internet é raro. É mais comum em textos escritos que exigem um registro mais elaborado. A forma 'no entanto' é significativamente mais frequente.

entanto

Do latim 'in' + 'tanto'.

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