entontecer

Derivado de 'tonto' + sufixo verbal '-ecer'.

Origem

Século XVI

Do latim 'intonsus' (não tosquiado, não cortado), com o prefixo 'en-' de intensidade. Relacionado à palavra 'tonto', que significa atordoado ou confuso.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

Principalmente o sentido literal de causar vertigem, atordoamento físico ou confusão mental por causas externas (impacto, bebida, doença).

Século XX-Atualidade

Expansão para o sentido figurado de ficar perplexo, confuso ou desorientado emocionalmente ou intelectualmente por excesso de informação, paixão intensa ou situações avassaladoras. → ver detalhes

O uso figurado se tornou mais comum, descrevendo o estado de alguém que se sente sobrecarregado ou deslumbrado, como em 'o sucesso o entonteceu' ou 'a beleza da paisagem me entonteceu'.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e gramaticais da época indicam o uso do verbo com seu sentido original de causar atordoamento.

Momentos culturais

Século XX

Presente na literatura brasileira para descrever estados de choque, desorientação ou êxtase, tanto em contextos realistas quanto simbólicos.

Atualidade

Utilizado em letras de música popular para expressar sentimentos de paixão avassaladora ou confusão amorosa.

Vida emocional

Associada a estados de desorientação, surpresa, êxtase, confusão e, por vezes, a uma sensação de perda de controle, seja física ou emocionalmente.

Vida digital

A palavra 'entontecer' aparece em discussões online sobre efeitos de substâncias, experiências intensas ou em contextos literários e poéticos compartilhados em redes sociais.

Menos comum em memes ou viralizações, mantendo um registro mais formal ou literário no ambiente digital.

Comparações culturais

Inglês: 'To daze', 'to stupefy', 'to bewilder' capturam aspectos do sentido de entontecer. 'To intoxicate' pode ser usado figurativamente para paixão. Espanhol: 'Aturdir' (causar atordoamento, confusão), 'marear' (causar vertigem) e 'embriagar' (no sentido figurado de paixão) são equivalentes próximos. Francês: 'Assommer' (literalmente nocautear, figurativamente chocar) ou 'étourdir' (causar vertigem, atordoar).

Relevância atual

A palavra 'entontecer' mantém sua relevância como um termo descritivo eficaz para estados de desorientação física ou mental, especialmente em contextos literários, poéticos e em descrições de experiências emocionais intensas. Sua formalidade a distingue de gírias mais efêmeras.

Origem e Entrada no Português

Século XVI - Derivado do latim 'intonsus' (não tosquiado, não cortado), com o prefixo 'en-' indicando intensidade ou interiorização. A palavra 'tonto' já existia em português, referindo-se a algo ou alguém atordoado ou confuso, possivelmente de origem pré-romana ou germânica. 'Entontecer' surge como um intensificador desse estado.

Evolução do Sentido

Séculos XVI-XIX - Predominantemente usado para descrever o estado físico de atordoamento, vertigem ou confusão mental, muitas vezes causado por impacto, bebida ou doença. O sentido figurado de ficar confuso ou perplexo por algo surpreendente ou avassalador começa a se consolidar.

Uso Moderno e Contemporâneo

Século XX-Atualidade - Mantém o sentido literal de causar vertigem ou atordoamento, mas ganha forte conotação figurada para descrever a confusão mental ou emocional diante de situações complexas, excesso de informação, ou sentimentos intensos como paixão avassaladora. É uma palavra formal e dicionarizada, presente em diversos contextos.

entontecer

Derivado de 'tonto' + sufixo verbal '-ecer'.

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