entristecer-se-iam
Derivado do verbo 'entristecer' (tornar triste) com o pronome reflexivo 'se' e a desinência de tempo e modo '-iam'.
Origem
Deriva do latim 'tristis' (triste, melancólico), com o sufixo verbal '-escere' (tornar-se) e o pronome reflexivo 'se'. A forma 'entristecer' surge no latim vulgar.
Mudanças de sentido
Indica um estado de melancolia ou pesar, um tornar-se triste.
Mantém o sentido de tornar-se triste, com a forma 'entristecer-se-iam' expressando uma condição hipotética ou condicional de tristeza para um grupo.
A forma 'entristecer-se-iam' é uma conjugação específica do futuro do pretérito (condicional) do verbo 'entristecer-se'. Indica uma ação que ocorreria ou se completaria sob determinada condição não realizada ou hipotética. Ex: 'Se as notícias chegassem, eles se entristecer-se-iam'.
O sentido de 'tornar-se triste' é claro, mas a conjugação específica 'entristecer-se-iam' é considerada formal ou arcaica no uso coloquial brasileiro.
No Brasil contemporâneo, falantes nativos raramente utilizariam essa forma verbal em conversas informais. Prefeririam construções como 'eles ficariam tristes', 'eles se sentiriam tristes' ou 'eles se entristeceriam'.
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos em português arcaico, onde o verbo 'entristecer' e suas formas reflexivas começam a aparecer.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas portuguesas e brasileiras, como romances históricos e poesia, onde a forma condicional era mais comum.
Ainda encontrada em literatura mais formal e em traduções de obras estrangeiras que exigem a precisão do tempo verbal condicional.
Vida emocional
A palavra 'entristecer' carrega um peso emocional de melancolia, pesar e desânimo. A forma 'entristecer-se-iam' evoca uma tristeza hipotética, uma possibilidade de sofrimento que não se concretizou ou que depende de uma condição.
Comparações culturais
Inglês: 'they would become sad' ou 'they would be saddened'. Espanhol: 'ellos se entristecerían'. Francês: 'ils s'attristeraient'. Italiano: 'si rattristerebbero'.
Relevância atual
A forma 'entristecer-se-iam' é raramente usada no português brasileiro coloquial. Sua relevância reside em contextos literários, acadêmicos e em estudos gramaticais sobre tempos verbais. O sentido de 'tornar-se triste' é universal, mas a conjugação específica é um marcador de formalidade ou arcaísmo no Brasil.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII — Deriva do latim 'tristis' (triste, melancólico), com o sufixo verbal '-escere' (tornar-se) e o pronome reflexivo 'se'. A forma 'entristecer' surge no latim vulgar.
Formação no Português Medieval
Séculos XII-XIV — A palavra 'entristecer' se consolida no português arcaico. A forma 'entristecer-se' (reflexiva) aparece em textos literários e religiosos, indicando um estado de melancolia ou pesar.
Evolução no Português Moderno
Séculos XV-XIX — 'Entristecer-se' mantém seu sentido principal. A conjugação 'entristecer-se-iam' (futuro do pretérito, terceira pessoa do plural) é utilizada em contextos formais e literários para expressar uma condição hipotética de tristeza.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — A forma 'entristecer-se-iam' é rara no discurso coloquial brasileiro, sendo mais comum em textos literários, acadêmicos ou em citações formais. O sentido de 'tornar-se triste' é compreendido, mas a conjugação específica é pouco usada no dia a dia.
Derivado do verbo 'entristecer' (tornar triste) com o pronome reflexivo 'se' e a desinência de tempo e modo '-iam'.