enviara

Do latim 'invidere', com alteração de sentido.

Origem

Antiguidade Clássica - Idade Média

Do latim 'ex(s)mittere', significando 'enviar para fora', 'lançar', 'libertar'. O particípio passado 'exmissus' é a raiz para o verbo 'enviar'.

Mudanças de sentido

Idade Média - Atualidade

O sentido fundamental de 'enviar' (mandar, expedir, remeter) permaneceu estável. A mudança reside na forma gramatical e no registro de uso, com 'enviara' sendo uma forma mais arcaica e formal em comparação com o pretérito mais-que-perfeito composto.

A preferência pelo pretérito mais-que-perfeito composto ('tinha enviado', 'havia enviado') na fala e na escrita informal moderna em detrimento do simples ('enviara') reflete uma tendência geral de simplificação gramatical em muitas línguas românicas.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos administrativos, atestam o uso da forma verbal 'enviara'.

Momentos culturais

Séculos XV - XIX

Presente em obras literárias clássicas portuguesas e brasileiras, como romances históricos e poesia, onde a forma verbal mais elaborada era comum.

Século XX

Ainda utilizada em literatura de cunho mais formal ou em citações de textos antigos, mas gradualmente substituída por formas compostas na prosa corrente.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: O equivalente mais próximo em termos de tempo verbal seria o 'pluperfect' (past perfect), como em 'had sent', que também é uma forma composta. O 'simple past' ('sent') é mais comum na fala. Espanhol: Possui o 'pretérito pluscuamperfecto de indicativo' ('había enviado') e o 'pretérito anterior' ('envió' ou formas mais raras como 'enviara'/'hubo enviado' em contextos muito específicos e literários). O 'pretérito imperfecto' ('enviaba') e o 'pretérito perfecto simple' ('envió') são mais usuais. Francês: Utiliza o 'plus-que-parfait' ('avait envoyé'). Italiano: Usa o 'trapassato prossimo' ('aveva inviato').

Relevância atual

Atualidade

A forma 'enviara' é reconhecida como gramaticalmente correta, mas seu uso é restrito a contextos formais, acadêmicos e literários. Na comunicação digital e informal, é raramente empregada, sendo substituída por construções mais simples e comuns como 'tinha enviado' ou 'havia enviado'.

Origem Etimológica e Latim Vulgar

Deriva do verbo latino 'ex(s)mittere', que significa 'enviar para fora', 'lançar', 'libertar'. O particípio passado 'exmissus' deu origem a formas como o italiano 'emesso' e o espanhol 'emitido'. Em português, a forma evoluiu para 'enviar'.

Formação e Consolidação no Português

A forma 'enviara' surge como uma conjugação do pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo do verbo 'enviar'. Sua entrada e consolidação na língua portuguesa ocorrem ao longo da Idade Média, com registros em textos literários e administrativos.

Uso Contemporâneo e Dicionarização

A palavra 'enviara' é uma forma verbal formal e dicionarizada, utilizada em contextos que exigem precisão gramatical, especialmente na escrita formal, literária e em registros históricos. Seu uso é menos comum na fala cotidiana, onde formas como 'tinha enviado' ou 'havia enviado' (pretérito mais-que-perfeito composto) são preferidas.

enviara

Do latim 'invidere', com alteração de sentido.

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