esquisito-demais

Composição de 'esquisito' (advindo do latim 'exquisitus', que significa 'procurado', 'raro') e 'demais' (advérbio de intensidade).

Origem

Século XVI

Deriva de 'esquisito', do latim 'exquisitus', que significava procurado, escolhido, refinado. A adição do advérbio 'demais' (do latim 'de' + 'magis') intensifica a qualidade de 'esquisito'.

Mudanças de sentido

Século XVI

Inicialmente, 'esquisito' referia-se a algo raro, peculiar, de difícil compreensão, mas não necessariamente negativo.

Séculos XVII-XIX

O sentido de 'esquisito' gradualmente se desloca para o estranho, bizarro, excêntrico e até ridículo. 'Esquisito-demais' solidifica essa conotação de excesso negativo.

Século XX-Atualidade

A expressão mantém o sentido de excessivamente estranho, bizarro ou incomum, frequentemente com um tom de julgamento, surpresa ou humor.

Primeiro registro

Século XVI

Embora 'esquisito' já existisse, a combinação 'esquisito-demais' como expressão consolidada é mais provável de aparecer em textos literários e coloquiais a partir do século XVII, com a intensificação do sentido negativo de 'esquisito'.

Momentos culturais

Século XX

Presente em obras literárias e teatrais que retratam personagens excêntricos ou situações inusitadas, como em crônicas e romances que descrevem o cotidiano brasileiro.

Anos 1980-1990

Popularizado em programas de humor televisivo e em canções que abordavam o comportamento social e a individualidade.

Vida emocional

Associada a sentimentos de estranhamento, perplexidade, às vezes repulsa ou divertimento. Carrega um peso de julgamento social sobre o que foge à norma.

Vida digital

Utilizada em redes sociais para descrever conteúdos virais, comportamentos inusitados de celebridades ou situações cotidianas que geram espanto e comentários.

Presente em memes e hashtags como #esquisitodemais, frequentemente com conotação humorística ou de incredulidade.

Buscas online frequentemente associadas a curiosidades, bizarrices e eventos fora do comum.

Representações

Século XX-Atualidade

Personagens excêntricos em novelas, filmes e séries brasileiras frequentemente são descritos ou agem de forma 'esquisita-demais', gerando humor ou estranhamento no público.

Comparações culturais

Inglês: 'Too weird', 'too strange', 'too bizarre'. Espanhol: 'Demasiado raro', 'demasiado extraño', 'demasiado bizarro'. A intensidade do advérbio 'demais' encontra paralelos em outras línguas para expressar o excesso de uma característica.

Relevância atual

A expressão continua sendo uma forma vívida e coloquial de expressar o incomum e o bizarro no português brasileiro, mantendo sua força em contextos informais e na comunicação digital.

Origem e Primeiros Usos em Português

Século XVI - Derivado de 'esquisito', que por sua vez vem do latim 'exquisitus' (procurado, escolhido, refinado). Inicialmente, 'esquisito' significava algo raro, peculiar, mas não necessariamente negativo. A adição do advérbio 'demais' intensifica essa característica.

Evolução do Sentido e Popularização

Séculos XVII-XIX - O sentido de 'esquisito' começa a pender para o estranho, bizarro e até ridículo. 'Esquisito-demais' consolida essa conotação negativa, indicando um excesso que beira o absurdo ou o inaceitável socialmente.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XX-Atualidade - A expressão se mantém forte no vocabulário coloquial brasileiro, usada para descrever comportamentos, aparências ou situações que fogem radicalmente do comum, muitas vezes com um tom de surpresa, desaprovação ou humor.

esquisito-demais

Composição de 'esquisito' (advindo do latim 'exquisitus', que significa 'procurado', 'raro') e 'demais' (advérbio de intensidade).

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