esquive
Do latim 'excutere', significando sacudir, livrar-se de.
Origem
Deriva do latim vulgar *excūtiāre*, relacionado a 'sacudir' ou 'livrar-se de', e influenciado pelo francês antigo *esquiver*, que significava 'desviar' ou 'fugir'. A raiz latina *excutere* sugere um movimento de livrar-se de algo.
Mudanças de sentido
Sentido primário de desvio físico, especialmente em combate ou esgrima. Ex: 'dar uma esquive' para evitar um golpe.
Expansão para evasão de obrigações, responsabilidades ou situações difíceis. O ato de evitar um confronto ou uma tarefa indesejada.
Mantém o sentido formal de desvio ou evasão, mas com uso menos frequente no cotidiano. A palavra 'esquive' como substantivo é mais encontrada em textos formais ou literários do que na fala corrente.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos da época que descrevem ações de combate ou estratégias de defesa, onde o termo 'esquivar' e seus derivados começam a aparecer.
Momentos culturais
Presente em tratados de esgrima e literatura de cavalaria, descrevendo a técnica de desviar-se de ataques. A 'esquive' era uma manobra crucial para a sobrevivência em duelos.
Pode aparecer em romances históricos ou de aventura, descrevendo fugas ou manobras evasivas de personagens.
Comparações culturais
Inglês: 'Evasion' ou 'dodge' (para o ato físico) e 'avoidance' (para evitar responsabilidades). Espanhol: 'Esquiva' (substantivo) ou o verbo 'esquivar(se)', com sentidos muito próximos ao português. Francês: 'Esquive' (substantivo) ou 'esquiver' (verbo), mantendo a raiz e o sentido original de desvio ou fuga.
Relevância atual
A palavra 'esquive' é formal e dicionarizada, usada principalmente em contextos que exigem precisão terminológica, como em textos jurídicos, técnicos ou literários. No uso coloquial, o verbo 'esquivar-se' ou expressões como 'dar um jeito de fugir' são mais comuns. A palavra carrega um peso de formalidade e, por vezes, de astúcia ou evasão deliberada.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim vulgar *excūtiāre*, derivado de *excutere* (sacudir, livrar-se de), com influência do francês antigo *esquiver* (desviar, fugir).
Entrada no Português
Séculos XV-XVI — A palavra 'esquivar' e seus derivados, como 'esquive', entram na língua portuguesa, inicialmente com o sentido de desviar-se fisicamente de um golpe ou perigo, comum em contextos de combate e esgrima.
Evolução de Sentido
Séculos XVII-XIX — O sentido se expande para abranger a evasão de responsabilidades, obrigações ou confrontos, tanto físicos quanto sociais. O substantivo 'esquive' passa a designar o ato ou efeito de esquivar-se.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — 'Esquive' é uma palavra formal, dicionarizada, que mantém seu sentido de desvio ou evasão. É menos comum no uso coloquial, que prefere verbos como 'esquivar-se' ou expressões equivalentes.
Do latim 'excutere', significando sacudir, livrar-se de.