estarem
Do latim 'stare', que significa 'estar de pé', 'permanecer'.
Origem
Deriva do verbo latino 'stāre' (ficar de pé, permanecer, estar). A forma 'estarem' é uma evolução do infinitivo pessoal, indicando a ação com sujeito determinado.
Mudanças de sentido
O sentido central de permanência, localização e estado se mantém estável desde sua origem. A palavra não sofreu grandes ressignificações semânticas, mas sua aplicação se expandiu com a complexidade da sociedade e da língua.
Embora o núcleo semântico seja estável, o contexto de uso de 'estarem' reflete as mudanças sociais e culturais. Por exemplo, a descrição de 'como as pessoas estão' em um contexto de saúde mental ou bem-estar social é uma aplicação contemporânea que se baseia no sentido original de 'estado'.
Primeiro registro
Registros em textos da formação do português, como documentos legais e religiosos da época, já apresentam o uso da forma 'estarem'.
Momentos culturais
Presente nas crônicas de Pero Vaz de Caminha, descrevendo o estado e a localização dos povos indígenas e das terras recém-descobertas.
Utilizada extensivamente na literatura romântica e realista brasileira para descrever o estado emocional e social dos personagens.
Fundamental em letras de samba e bossa nova para retratar o cotidiano, os sentimentos e as situações sociais do Brasil.
Vida digital
A forma 'estarem' é onipresente em buscas online, redes sociais e aplicativos de mensagens, sendo uma palavra gramaticalmente essencial para a comunicação digital em português.
Embora não seja uma palavra que viralize por si só, sua ausência ou uso incorreto em contextos digitais pode gerar confusão ou ser alvo de correções informais.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente é o infinitivo pessoal 'to be' (com sujeito explícito ou implícito), como em 'for them to be here'. Espanhol: Corresponde ao infinitivo pessoal 'estar', como em 'para ellos estar'.
Relevância atual
A palavra 'estarem' continua sendo um pilar gramatical do português brasileiro, indispensável para a clareza e precisão na comunicação em todos os domínios, desde o mais formal ao mais informal. Sua função de especificar o sujeito da ação de 'estar' a torna crucial para a estrutura sintática da língua.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século III-V d.C. — Deriva do verbo latino 'stāre', que significa 'ficar de pé', 'permanecer', 'estar'. A forma 'estarem' surge da conjugação do infinitivo pessoal em latim vulgar, refletindo a necessidade de expressar a ação com um sujeito específico.
Formação do Português e Idade Média
Séculos IX-XII — Com a formação do galaico-português, 'estarem' consolida-se como a forma do infinitivo pessoal do verbo 'estar', mantendo o sentido de permanência, localização e estado. É amplamente utilizada em textos jurídicos, religiosos e literários incipientes.
Era Moderna e Expansão
Séculos XV-XVIII — A palavra acompanha a expansão marítima e a colonização, sendo fundamental na descrição de novas terras, estados de saúde e condições sociais. O uso se diversifica em crônicas, cartas e documentos oficiais.
Uso Contemporâneo no Brasil
Séculos XIX-Atualidade — 'Estarem' mantém sua função gramatical e semântica no português brasileiro, sendo essencial na comunicação cotidiana, na literatura, na imprensa e em todos os registros formais e informais. Sua presença é constante e indispensável.
Do latim 'stare', que significa 'estar de pé', 'permanecer'.