estivessem-embarcados
Formado pela conjugação do verbo auxiliar 'estar' (do latim 'stare') na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo ('estivessem') com o particípio passado do verbo 'embarcar' (de 'em' + 'barca').
Origem
Deriva da junção do verbo 'stare' (estar, permanecer) e do particípio 'imbarcare' (colocar em barco, embarcar). A forma 'estivessem' é uma conjugação do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'estar'.
Mudanças de sentido
Literalmente referindo-se a estar a bordo de navios, frequentemente em narrativas de viagens, peregrinações ou batalhas navais.
Expansão do uso para descrever a condição de estar em qualquer tipo de embarcação, incluindo navios de exploração e comércio. O sentido literal se mantém forte.
O sentido literal persiste, mas a expressão pode ser usada metaforicamente para indicar estar envolvido em um projeto, situação ou empreendimento, especialmente um que envolva risco ou um compromisso de longo prazo. Ex: 'Se eles estivessem embarcados naquele projeto desde o início, teriam mais sucesso.'
A metáfora 'estar embarcado' sugere um envolvimento profundo e, por vezes, irreversível em uma situação, similar a estar em um navio em alto mar. A forma 'estivessem embarcados' a situa em um plano hipotético ou condicional no passado.
Primeiro registro
Registros em crônicas e textos literários medievais que descrevem viagens marítimas e a vida a bordo. A forma verbal complexa já era parte do léxico.
Momentos culturais
A expressão era intrinsecamente ligada às narrativas de exploradores, comerciantes e colonizadores, aparecendo em diários de bordo e relatos de viagens.
Utilizada em romances de aventura, como os de Júlio Verne, para descrever cenas em navios e submarinos, evocando o espírito de exploração e o desconhecido.
Comparações culturais
Inglês: 'if they had been on board' ou 'if they had been aboard'. Espanhol: 'si hubieran estado embarcados' ou 'si hubieran estado a bordo'. Francês: 's'ils avaient été embarqués'. Italiano: 'se fossero stati imbarcati'.
Relevância atual
A expressão mantém sua relevância gramatical e semântica. É utilizada em contextos que vão desde relatos históricos e literários até discussões sobre projetos e compromissos, onde o sentido metafórico de 'estar envolvido' é predominante. A forma verbal subjuntiva indica uma condição não realizada ou hipotética no passado, comum em análises retrospectivas ou contrafatuais.
Origem Etimológica e Formação
Século XIII - O verbo 'estar' (do latim 'stare') e o particípio 'embarcado' (do latim 'imbarcare', que significa colocar em barco) se unem para formar o conceito de estar a bordo. A forma 'estivessem' é uma conjugação do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'estar', indicando uma condição hipotética ou irreal no passado.
Evolução e Entrada na Língua Portuguesa
Idade Média - O uso de formas verbais como 'estivessem embarcados' era comum em textos literários e religiosos, descrevendo situações de viagem, perigo ou espera. A complexidade da conjugação verbal já estava estabelecida.
Consolidação e Uso em Diversos Contextos
Séculos XV-XIX - Com a expansão marítima e o aumento das viagens, a expressão se torna mais frequente em relatos de bordo, crônicas e literatura de aventura. A forma verbal se consolida na gramática normativa.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XX - Atualidade - A expressão 'estivessem embarcados' é utilizada em contextos formais e informais, referindo-se a situações passadas em que pessoas estavam a bordo de embarcações, aeronaves ou, metaforicamente, em uma situação ou projeto. O uso é gramaticalmente correto e compreendido em todo o território brasileiro.
Formado pela conjugação do verbo auxiliar 'estar' (do latim 'stare') na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo ('e…