estragavam-se
Derivado do verbo 'estragar' (do latim 'extravagare', no sentido de desviar-se, perder o rumo) com o pronome reflexivo 'se'.
Origem
Do latim 'extravagare', que significa 'andar fora', 'desviar-se', 'perder-se'. A forma pronominal 'estraga-se' deriva da reflexividade da ação sobre o sujeito.
Mudanças de sentido
O sentido evolui de 'desviar-se' para 'deteriorar', 'danificar', 'corromper'. A forma pronominal 'estraga-se' foca na ação de dano que recai sobre o próprio sujeito ou um grupo.
O sentido principal de deterioração, dano ou corrupção se mantém. A forma 'estragavam-se' é usada para descrever processos passados de degradação em diversos âmbitos.
Em contextos mais específicos, pode ser usada metaforicamente para descrever a deterioração de reputações, planos ou relações, onde o sujeito plural (ou o sujeito singular reflexivo) é o agente e o paciente da ação de se estragar.
Primeiro registro
Registros da evolução do latim para o português antigo já indicam o uso de formas verbais com o sentido de deterioração. A conjugação específica 'estragavam-se' (ou suas variantes arcaicas) seria encontrada em textos medievais que retratam ações passadas de degradação.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que descrevem decadência social, moral ou material, como em romances do século XIX que retratam a ruína de famílias ou propriedades. Ex: 'Os Maias' de Eça de Queirós (embora português, influenciou o Brasil).
Pode aparecer em letras de música que abordam temas de perda, desilusão ou decadência, descrevendo situações passadas que levaram a um estado de ruína.
Comparações culturais
Inglês: 'they were spoiling themselves' ou 'they were getting ruined'. Espanhol: 'se estropeaban' ou 'se echaban a perder'. A estrutura pronominal reflexiva em português e espanhol é similar para expressar a ação sobre o próprio sujeito ou um grupo. O inglês tende a usar verbos como 'spoil', 'ruin', 'decay' com estruturas menos diretamente reflexivas para o mesmo conceito.
Relevância atual
A forma 'estragavam-se' mantém sua relevância em contextos descritivos do passado, especialmente em narrativas que abordam a deterioração de bens, saúde, relações ou situações. É uma forma verbal que evoca um processo de degradação que já ocorreu, com um sujeito plural ou reflexivo como agente/paciente.
No português brasileiro contemporâneo, a palavra é usada em seu sentido literal e figurado, sem grandes ressignificações, mas com a clareza de que se refere a um estado de ruína ou dano que se manifestava no passado.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'estragar' tem origem no latim 'extravagare', que significa 'andar fora', 'desviar-se', 'perder-se'. A forma pronominal 'estraga-se' e, consequentemente, 'estragavam-se', surge da junção do verbo com o pronome reflexivo 'se', indicando que a ação de se desviar ou perder afeta o próprio sujeito ou um sujeito plural.
Evolução no Português
Idade Média - Século XIX - O verbo 'estragar' e suas conjugações, incluindo 'estragavam-se', consolidam-se na língua portuguesa com o sentido de deteriorar, danificar, corromper, estragar algo ou a si mesmo. O uso pronominal 'estraga-se' (e sua forma no imperfeito 'estragavam-se') é comum para descrever processos de degradação que ocorrem naturalmente ou por ação interna.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX - Atualidade - A forma 'estragavam-se' continua a ser utilizada no português brasileiro, mantendo seu sentido original de deterioração, dano ou corrupção. É encontrada em contextos que descrevem a degradação de alimentos, objetos, relações, ou até mesmo de estados físicos e mentais, referindo-se a um sujeito plural ou a si mesmo.
Derivado do verbo 'estragar' (do latim 'extravagare', no sentido de desviar-se, perder o rumo) com o pronome reflexivo 'se'.