estranheza
Derivado de 'estranho' com o sufixo '-eza'.
Origem
Deriva do latim 'extraneus', que significa 'de fora', 'exterior', 'estrangeiro'.
Formada a partir do adjetivo 'estranho' (século XIV) com o sufixo abstrato '-eza', indicando qualidade ou estado. A palavra 'estranheza' surge por volta dos séculos XV-XVI.
Mudanças de sentido
Qualidade do que é estranho, incomum, alheio, desconhecido.
Amplia-se para incluir a sensação de não pertencimento, alienação, perplexidade, desorientação psicológica ou social. Pode referir-se à estranheza diante de mudanças rápidas ou de identidades fluidas.
A palavra 'estranheza' é frequentemente usada em discussões sobre identidade, migração, globalização e as complexidades das interações sociais modernas, onde o familiar pode se tornar estranho e vice-versa.
Primeiro registro
Registros iniciais em textos literários e administrativos da época, indicando o uso consolidado da palavra.
Momentos culturais
Presente na literatura romântica e realista, descrevendo sentimentos de melancolia, solidão e o 'mal do século'.
Utilizada em obras que exploram a alienação urbana e a crise existencial, como em romances e peças de teatro.
A palavra é recorrente em discussões sobre saúde mental, arte contemporânea e cinema, abordando temas de alteridade e o estranhamento do eu.
Vida emocional
Associada a sentimentos de desconforto, surpresa, perplexidade, solidão, mas também a uma curiosidade investigativa diante do desconhecido.
Vida digital
A palavra 'estranheza' aparece em discussões online sobre temas como 'estranhamento social', 'estranheza cultural' e em reflexões sobre a experiência humana em um mundo cada vez mais conectado e, paradoxalmente, fragmentado. É usada em blogs, fóruns e redes sociais para descrever reações a conteúdos inusitados ou a situações de desorientação.
Comparações culturais
Inglês: 'strangeness' ou 'weirdness', com nuances que podem variar de incomum a bizarro. Espanhol: 'extrañeza', muito similar em origem e uso ao português, derivado de 'extraño' (latim extraneus). Francês: 'étrangeté', também com raiz latina e sentido de algo incomum ou estrangeiro.
Relevância atual
A palavra 'estranheza' mantém sua relevância como um termo descritivo para a experiência humana de confrontar o desconhecido, o diferente ou o inesperado. É fundamental em análises sociológicas, psicológicas e culturais sobre a adaptação a novas realidades e a percepção da alteridade no mundo contemporâneo.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do adjetivo 'estranho', com o sufixo '-eza' que indica qualidade ou estado. A palavra 'estranho' tem origem no latim extraneus, que significa 'de fora', 'exterior'.
Evolução do Uso e Sentido
Séculos XVI-XIX — O uso da palavra 'estranheza' se consolida na língua portuguesa, referindo-se à qualidade do que é incomum, desconhecido ou alheio. Começa a ser utilizada em contextos literários e cotidianos para descrever sentimentos de desorientação ou surpresa diante do inusitado.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Século XX-Atualidade — 'Estranheza' mantém seu sentido primário, mas ganha nuances psicológicas e sociais. É empregada para descrever a sensação de não pertencimento, a alienação ou a perplexidade diante de novas realidades, tecnologias ou comportamentos. A palavra é formal e dicionarizada, encontrada em diversos registros.
Derivado de 'estranho' com o sufixo '-eza'.