Palavras

estranheza

Derivado de 'estranho' com o sufixo '-eza'.

Origem

Latim

Deriva do latim 'extraneus', que significa 'de fora', 'exterior', 'estrangeiro'.

Português

Formada a partir do adjetivo 'estranho' (século XIV) com o sufixo abstrato '-eza', indicando qualidade ou estado. A palavra 'estranheza' surge por volta dos séculos XV-XVI.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XIX

Qualidade do que é estranho, incomum, alheio, desconhecido.

Século XX-Atualidade

Amplia-se para incluir a sensação de não pertencimento, alienação, perplexidade, desorientação psicológica ou social. Pode referir-se à estranheza diante de mudanças rápidas ou de identidades fluidas.

A palavra 'estranheza' é frequentemente usada em discussões sobre identidade, migração, globalização e as complexidades das interações sociais modernas, onde o familiar pode se tornar estranho e vice-versa.

Primeiro registro

Século XV/XVI

Registros iniciais em textos literários e administrativos da época, indicando o uso consolidado da palavra.

Momentos culturais

Século XIX

Presente na literatura romântica e realista, descrevendo sentimentos de melancolia, solidão e o 'mal do século'.

Século XX

Utilizada em obras que exploram a alienação urbana e a crise existencial, como em romances e peças de teatro.

Atualidade

A palavra é recorrente em discussões sobre saúde mental, arte contemporânea e cinema, abordando temas de alteridade e o estranhamento do eu.

Vida emocional

Geral

Associada a sentimentos de desconforto, surpresa, perplexidade, solidão, mas também a uma curiosidade investigativa diante do desconhecido.

Vida digital

Atualidade

A palavra 'estranheza' aparece em discussões online sobre temas como 'estranhamento social', 'estranheza cultural' e em reflexões sobre a experiência humana em um mundo cada vez mais conectado e, paradoxalmente, fragmentado. É usada em blogs, fóruns e redes sociais para descrever reações a conteúdos inusitados ou a situações de desorientação.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'strangeness' ou 'weirdness', com nuances que podem variar de incomum a bizarro. Espanhol: 'extrañeza', muito similar em origem e uso ao português, derivado de 'extraño' (latim extraneus). Francês: 'étrangeté', também com raiz latina e sentido de algo incomum ou estrangeiro.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'estranheza' mantém sua relevância como um termo descritivo para a experiência humana de confrontar o desconhecido, o diferente ou o inesperado. É fundamental em análises sociológicas, psicológicas e culturais sobre a adaptação a novas realidades e a percepção da alteridade no mundo contemporâneo.

Origem e Entrada no Português

Século XV/XVI — Derivado do adjetivo 'estranho', com o sufixo '-eza' que indica qualidade ou estado. A palavra 'estranho' tem origem no latim extraneus, que significa 'de fora', 'exterior'.

Evolução do Uso e Sentido

Séculos XVI-XIX — O uso da palavra 'estranheza' se consolida na língua portuguesa, referindo-se à qualidade do que é incomum, desconhecido ou alheio. Começa a ser utilizada em contextos literários e cotidianos para descrever sentimentos de desorientação ou surpresa diante do inusitado.

Uso Contemporâneo e Ressignificações

Século XX-Atualidade — 'Estranheza' mantém seu sentido primário, mas ganha nuances psicológicas e sociais. É empregada para descrever a sensação de não pertencimento, a alienação ou a perplexidade diante de novas realidades, tecnologias ou comportamentos. A palavra é formal e dicionarizada, encontrada em diversos registros.

estranheza

Derivado de 'estranho' com o sufixo '-eza'.

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