evidentissimo
Formado pelo radical de 'evidente' (do latim 'evidens, evidentis') + o sufixo superlativo absoluto sintético '-íssimo'.
Origem
Deriva do latim 'evidentissimus', superlativo absoluto sintético de 'evidens', que significa 'claro', 'manifesto', 'visível', 'óbvio'.
Mudanças de sentido
Usado para descrever verdades teológicas, filosóficas ou fatos de grande importância que não admitiam dúvida.
Mantém o sentido original de 'extremamente evidente', sendo empregado em contextos que exigem clareza e certeza absolutas, como em argumentações lógicas, provas científicas ou decisões judiciais. → ver detalhes TEXTO_EXPANDIDO
Embora o sentido fundamental de 'extremamente evidente' permaneça inalterado, o uso da palavra 'evidentíssimo' no português brasileiro contemporâneo pode carregar nuances de formalidade. Em contextos informais, a preferência recai sobre construções analíticas como 'muito evidente' ou 'claríssimo'. A escolha por 'evidentíssimo' em um diálogo cotidiano pode soar um pouco pedante ou excessivamente enfática, dependendo do interlocutor e da situação. No entanto, em textos acadêmicos, jurídicos ou literários, a palavra é perfeitamente adequada e mantém sua força expressiva.
Primeiro registro
Difícil de precisar uma data exata para o primeiro registro em português, mas a formação superlativa já era comum em textos latinos medievais que influenciaram a língua.
Momentos culturais
Presente em obras literárias e discursos acadêmicos que buscavam rigor e precisão argumentativa.
Utilizado em debates filosóficos e científicos para enfatizar a clareza de uma proposição.
Vida digital
Menos comum em redes sociais e comunicação digital informal, onde prevalecem formas mais curtas e diretas. Pode aparecer em citações de textos formais ou em contextos de humor que brincam com a formalidade da palavra.
Comparações culturais
Inglês: 'most evident', 'plainly obvious'. Espanhol: 'evidentísimo', 'clarísimo'. Francês: 'des plus évident', 'manifeste'. Italiano: 'evidentissimo', 'chiarissimo'.
Relevância atual
A palavra 'evidentíssimo' mantém sua relevância em contextos formais e acadêmicos no português brasileiro, servindo como um intensificador preciso para a ideia de clareza inquestionável. Seu uso em conversas informais é raro, mas não inexistente, podendo ser empregado para dar ênfase ou um tom ligeiramente irônico.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim 'evidentissimus', superlativo de 'evidens' (claro, manifesto, visível).
Entrada e Uso Inicial no Português
Idade Média/Renascimento — A forma 'evidentíssimo' surge como um superlativo sintético, comum na formação de palavras em latim e herdada pelo português para intensificar o adjetivo 'evidente'. Usado em textos eruditos e religiosos para descrever verdades divinas ou fatos inquestionáveis.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI — A palavra mantém seu sentido de 'extremamente evidente', sendo utilizada em contextos formais, acadêmicos e jurídicos. No uso coloquial, pode soar um pouco formal ou enfático, sendo substituída por 'muito evidente' ou 'claríssimo' em algumas situações.
Formado pelo radical de 'evidente' (do latim 'evidens, evidentis') + o sufixo superlativo absoluto sintético '-íssimo'.