externidade
Derivado de 'externo' + sufixo '-idade'.
Origem
Deriva do latim 'externitas', 'externitatis', com o significado de 'qualidade do que é externo', 'exterioridade'. O sufixo '-itas' indica qualidade ou estado.
Mudanças de sentido
Primariamente 'o que é externo', 'exterioridade' em sentido físico ou metafísico.
Expande-se para incluir a percepção do 'outro', a alteridade, a relação do eu com o não-eu, e a condição de ser 'externo' a um grupo ou sistema social.
Em discussões contemporâneas, 'externidade' pode se referir à experiência de ser um 'outsider', à percepção de algo como alheio ou estranho, ou à qualidade de algo que não faz parte intrínseca de um sistema ou identidade. Em filosofia, pode contrastar com 'internidade' ou 'imanência'.
Primeiro registro
Registros em textos eruditos e científicos da época, embora a popularização seja posterior. (Referência: Dicionário Houaiss, verbete 'externidade')
Momentos culturais
A palavra pode ter sido utilizada em debates intelectuais sobre existencialismo, fenomenologia e teoria crítica, abordando a relação do sujeito com o mundo e o 'outro'.
Presente em artigos acadêmicos de sociologia, psicologia social e estudos culturais, discutindo temas como marginalização, identidade e alteridade.
Comparações culturais
Inglês: 'externality' (usado em economia, filosofia e física para denotar fatores externos). Espanhol: 'exterioridad' (semelhante ao português, com uso em filosofia e contextos gerais). Francês: 'extériorité' (também com uso filosófico e geral). Alemão: 'Äußerlichkeit' (frequentemente com conotação de superficialidade, mas também pode significar o que é externo).
Relevância atual
A palavra 'externidade' mantém sua relevância em contextos acadêmicos e técnicos, especialmente em filosofia, sociologia e psicologia. Seu uso em linguagem cotidiana é menos comum, sendo frequentemente substituída por 'exterioridade' ou termos mais específicos dependendo do contexto.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do latim 'externitas', 'externitatis', que significa 'qualidade do que é externo', 'exterioridade'. A palavra entrou no vocabulário português, possivelmente através do latim erudito ou de influências do francês 'extériorité' ou espanhol 'exterioridad'.
Uso Clássico e Científico
Séculos XVII a XIX — Utilizada predominantemente em contextos filosóficos, teológicos e científicos para descrever o que está fora de um sistema, corpo ou mente. O uso era mais formal e restrito.
Ressignificação Contemporânea
Século XX e XXI — A palavra ganha novas nuances, especialmente em discussões sobre identidade, percepção e relações sociais. Começa a ser usada em campos como a psicologia, sociologia e estudos culturais para abordar a relação entre o indivíduo e o mundo exterior, ou a percepção do 'outro'.
Derivado de 'externo' + sufixo '-idade'.