extirpou
Do latim extirpare, 'arrancar com a raiz'.
Origem
Do latim 'extirpare', composto por 'ex-' (fora) e 'stirps' (raiz, tronco). Significa arrancar pela raiz, remover completamente.
Mudanças de sentido
Remoção física de plantas ou tumores.
Erradicação de vícios, maus costumes, heresias, influências negativas. → ver detalhes
O uso figurado ganhou força em períodos de forte influência religiosa e moralizante, onde a ideia de 'extirpar o mal' era central em discursos e ações.
Primeiro registro
Registros em textos que tratam de agricultura e medicina, com o sentido literal de arrancar pela raiz. A forma verbal 'extirpou' aparece em textos que narram ações passadas.
Momentos culturais
Utilizado em documentos oficiais e relatos históricos para descrever a supressão de revoltas, a erradicação de doenças ou a eliminação de práticas consideradas bárbaras.
Presente em obras literárias que descrevem eventos históricos ou dilemas morais, como em romances de autores do século XIX.
Conflitos sociais
A palavra 'extirpou' foi usada para descrever a erradicação forçada de crenças religiosas e práticas culturais de povos indígenas e africanos, refletindo um processo de violência e imposição cultural.
Vida emocional
Associada a ações drásticas, definitivas e muitas vezes violentas. Carrega um peso de finalidade e de eliminação completa, podendo evocar sentimentos de alívio (ao se livrar de algo ruim) ou de severidade (ao ser o agente da remoção).
Representações
Usada em narrações para descrever a erradicação de epidemias, pragas ou movimentos sociais indesejados por regimes.
Em diálogos que retratam decisões cruciais de governantes ou líderes religiosos para eliminar ameaças.
Comparações culturais
Inglês: 'extirpated' (formal, médico, botânico, histórico). Espanhol: 'extirpó' (formal, médico, botânico, histórico, com uso figurado similar ao português). Francês: 'extirpa' (formal, médico, botânico, histórico).
Relevância atual
A palavra 'extirpou' mantém sua relevância em contextos formais, especialmente em notícias sobre saúde pública (erradicação de doenças), história (remoção de vestígios de conflitos ou práticas antigas) e direito (remoção de provas ou elementos ilegais). Seu uso em conversas cotidianas é raro, sendo substituído por termos mais simples como 'removeu', 'acabou com' ou 'eliminou'.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XV - Deriva do latim 'extirpare', que significa arrancar, remover pela raiz. Inicialmente, o termo era usado em contextos agrícolas e médicos para a remoção de plantas indesejadas ou tumores. Com a expansão da língua portuguesa, o termo foi incorporado ao vocabulário, mantendo seu sentido literal.
Evolução do Sentido e Uso Figurado
Séculos XVI-XVIII - O verbo 'extirpar' começa a ser utilizado em sentido figurado, referindo-se à erradicação de vícios, maus costumes, heresias ou influências negativas. Este uso se torna comum em sermões religiosos, textos morais e documentos legais, refletindo a preocupação em 'limpar' a sociedade de elementos considerados prejudiciais.
Uso Formal e Contemporâneo
Séculos XIX-Atualidade - 'Extirpou' (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo de extirpar) mantém seu uso formal em contextos jurídicos, médicos e históricos. É frequentemente encontrado em relatos de eventos passados, descrições de procedimentos cirúrgicos ou na condenação de práticas sociais indesejáveis. A palavra 'extirpou' é formal/dicionarizada, como indicado no contexto RAG.
Do latim extirpare, 'arrancar com a raiz'.