extremo-remoto

Composição de 'extremo' (limite, fim) e 'remoto' (distante).

Origem

Latim

'Extremo' do latim 'extremus' (o mais externo, o mais afastado). 'Remoto' do latim 'remotus' (afastado, movido para longe).

Mudanças de sentido

Formação da Expressão

A junção de 'extremo' e 'remoto' funciona como um intensificador, não alterando o sentido base de afastamento, mas ampliando-o para um grau máximo. O sentido principal de 'muito distante' ou 'extremamente afastado' permanece estável.

A expressão é um exemplo de redundância enfática, onde dois termos com significados semelhantes ou complementares são usados juntos para reforçar a ideia. Não há uma mudança radical de sentido, mas sim uma intensificação do conceito original de distância.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em crônicas de viagens, documentos de navegação e literatura da época, descrevendo terras 'extremo-remotas' ou expedições a locais 'extremo-remotos'. (Ex: Relatos de navegações portuguesas).

Momentos culturais

Era das Grandes Navegações

Utilizada para descrever terras recém-descobertas e a vastidão dos oceanos, reforçando a ideia de um mundo a ser explorado e de locais 'extremo-remotos' a serem alcançados.

Literatura de Aventura e Exploração

Comum em narrativas sobre expedições a locais inóspitos, selvas profundas, desertos vastos ou polos gelados, enfatizando o isolamento e a dificuldade.

Comparações culturais

Inglês: 'Far-flung', 'remote', 'out-of-the-way', 'extremely remote'. A construção 'extremo-remoto' é mais literal e enfática que o uso comum de 'remote' ou 'far'.

Espanhol: 'Extremo', 'remoto', 'lejano', 'apartado'. A expressão 'extremo-remoto' não é uma construção comum em espanhol, que tende a usar advérbios ou adjetivos mais diretos como 'sumamente remoto' ou 'extremadamente lejano'.

Francês: 'Extrême', 'lointain', 'reculé'. Semelhante ao espanhol, o francês usa construções mais diretas como 'extrêmement lointain' ou 'très reculé'.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'extremo-remoto' mantém sua relevância em contextos geográficos, de exploração científica (ex: expedições a locais extremo-remotos da Antártida), e em descrições literárias ou cinematográficas que buscam evocar um senso de isolamento e distância máxima. É uma forma enfática e um tanto formal de descrever o inatingível ou o muito distante.

Origem Latina e Formação

Século XIII - O termo 'extremo' deriva do latim 'extremus', superlativo de 'exter', significando 'o mais externo', 'o mais afastado'. 'Remoto' vem do latim 'remotus', particípio passado de 'removere', que significa 'mover para trás', 'afastar'. A junção 'extremo-remoto' surge como um intensificador para denotar um grau máximo de afastamento.

Entrada e Uso no Português

Séculos XV-XVI - A expressão 'extremo-remoto' começa a ser utilizada em textos em português, possivelmente influenciada pelo latim e pelo uso em documentos oficiais, geográficos e literários para descrever locais distantes ou situações limite. O uso é mais formal e descritivo.

Consolidação e Uso Contemporâneo

Séculos XIX-XXI - A expressão se consolida no vocabulário formal e informal para descrever algo ou alguém em um ponto muito distante, seja geograficamente, temporalmente ou em termos de raridade. Mantém seu sentido de grande afastamento, sendo frequentemente usada em contextos de exploração, descrições de paisagens, ou para enfatizar a dificuldade de acesso.

extremo-remoto

Composição de 'extremo' (limite, fim) e 'remoto' (distante).

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