falhariam-em-cumprir
Formado pela conjugação do verbo 'falhar' com a preposição 'em' e o verbo 'cumprir'.
Origem
Derivação do latim 'fallere' (falhar) e 'completare' (cumprir), com a adição da preposição 'em' para formar uma locução verbal.
Mudanças de sentido
Expressava a ideia de uma ação futura que seria impossível ou que resultaria em falha, com conotação de promessa quebrada ou obrigação não cumprida.
Mantém o sentido de falha em cumprir, mas com uma estrutura mais analítica e formal, indicando uma condição hipotética de não realização de uma tarefa ou obrigação.
A construção 'falhariam-em-cumprir' é menos frequente que 'falhariam de cumprir' ou 'não cumpririam', sendo mais encontrada em contextos que exigem precisão gramatical ou um estilo mais elaborado, como em documentos legais ou literatura clássica.
Primeiro registro
Registros em documentos notariais e crônicas medievais, indicando obrigações e promessas não cumpridas em contextos formais.
Momentos culturais
Presente em textos literários que narram feitos e promessas, como em crônicas históricas e obras de ficção da época.
Utilizado em obras literárias que buscam um registro linguístico mais formal e arcaizante, em contraste com a linguagem coloquial emergente.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they would fail to fulfill' ou 'they would not fulfill'. Espanhol: 'fallarían en cumplir' ou 'no cumplirían'. Francês: 'ils manqueraient à remplir' ou 'ils n'accompliraient pas'. Italiano: 'fallirebbero nel compiere' ou 'non adempirebbero'.
Relevância atual
A forma 'falhariam-em-cumprir' é gramaticalmente válida, mas de uso restrito a contextos formais ou literários. A tendência moderna favorece construções mais diretas como 'não cumpririam' ou 'falhariam de cumprir', tornando a forma com 'em' uma marca de estilo mais erudito ou arcaizante.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XIII - O verbo 'cumprir' deriva do latim 'completare', que significa 'tornar completo', 'terminar'. A forma verbal 'falhariam-em-cumprir' é uma construção analítica que se desenvolve a partir da junção do verbo 'falhar' (do latim 'fallere', enganar, faltar) com a preposição 'em' e o infinitivo do verbo 'cumprir'. Essa estrutura se consolida no português medieval.
Consolidação no Português
Séculos XIV-XVIII - A forma verbal 'falhariam-em-cumprir' (ou variações como 'falhariam de cumprir') se estabelece como uma maneira de expressar uma ação futura que não se concretizaria, com ênfase na impossibilidade ou na falha inerente. É comum em textos literários e jurídicos da época, indicando uma promessa ou obrigação que não seria atendida.
Uso Moderno e Analítico
Século XIX - Atualidade - A construção 'falhariam-em-cumprir' é uma forma gramaticalmente correta, embora menos comum que 'falhariam de cumprir' ou simplesmente 'não cumpririam'. Reflete uma tendência analítica da língua portuguesa, onde construções com verbos auxiliares e preposições substituem formas sintéticas mais antigas. O uso é mais formal e literário.
Formado pela conjugação do verbo 'falhar' com a preposição 'em' e o verbo 'cumprir'.