falta-de-coracao

Composição por justaposição de 'falta', 'de' e 'coração'.

Origem

Período colonial - Século XIX

Formada pela junção de 'falta' (latim 'fallita', de 'fallere' - enganar, falhar) e 'coração' (latim 'cor', genitivo 'cordis'). A construção é uma expressão composta que denota ausência.

Mudanças de sentido

Século XIX

Evolução do sentido literal para o figurado: ausência de coragem ou de sentimentos (compaixão, afeto).

Século XX

Predominância do sentido de 'covardia' (evitar desafios, agir com temor) e 'crueldade' (insensibilidade, impiedade).

Atualidade

Mantém os sentidos de covardia e crueldade, sendo frequentemente usada em contextos informais e digitais para criticar comportamentos.

A expressão é usada para descrever tanto a falta de bravura em situações de risco quanto a ausência de empatia em interações sociais. Em discussões online, pode ser empregada de forma mais enfática para condenar atos percebidos como desumanos ou covardes.

Primeiro registro

Século XIX

Registros em obras literárias e periódicos da época, com o sentido figurado já estabelecido. Exemplo: Machado de Assis em suas crônicas e romances.

Momentos culturais

Século XIX - XX

Presente na literatura brasileira para caracterizar personagens covardes ou cruéis, reforçando estereótipos sociais.

Atualidade

Utilizada em letras de música popular e em diálogos de telenovelas para expressar desaprovação de atitudes.

Vida emocional

Século XIX - Atualidade

A expressão carrega um peso negativo forte, associada a sentimentos de desprezo, condenação e repulsa. É usada para desqualificar ações e indivíduos.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Frequente em comentários de redes sociais, fóruns e notícias, geralmente em tom de crítica ou indignação. Pode aparecer em memes para ilustrar situações de covardia ou insensibilidade.

Atualidade

Buscas relacionadas a 'falta de coração' geralmente se referem a discussões sobre ética, moralidade e comportamento humano.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'heartless' (sem coração, cruel) ou 'cowardice' (covardia). Espanhol: 'falta de corazón' (literalmente, mas menos comum que 'cobardía' para covardia ou 'crueldade' para insensibilidade). Francês: 'manque de cœur' (literal, mas 'lâcheté' para covardia e 'cruauté' para crueldade são mais usuais). Alemão: 'Herzlosigkeit' (crueldade, insensibilidade).

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'falta de coração' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo forte para descrever e condenar a ausência de coragem ou de empatia, sendo um componente comum do vocabulário crítico e opinativo.

Origem e Formação

Formada a partir da junção do substantivo 'falta' (do latim 'fallita', particípio passado de 'fallere', enganar, falhar) e do substantivo 'coração' (do latim 'cor', genitivo 'cordis', coração). A construção é analógica a outras expressões que indicam ausência de algo essencial.

Entrada no Uso e Primeiros Registros

A expressão 'falta de coração' começa a aparecer em textos literários e cotidianos, inicialmente com o sentido literal de ausência física do órgão, mas rapidamente evoluindo para o sentido figurado de ausência de coragem ou de sentimentos como compaixão e afeto. O uso figurado se consolida no século XIX.

Consolidação do Sentido Figurado

O sentido de 'falta de coragem' ou 'covardia' torna-se predominante. A expressão é usada para descrever pessoas que evitam desafios ou que agem de maneira temerosa. Paralelamente, o sentido de 'ausência de sentimento' ou 'crueldade' também se mantém forte, descrevendo indivíduos insensíveis ou impiedosos.

Uso Contemporâneo e Digital

A expressão 'falta de coração' é amplamente utilizada no português brasileiro, tanto na linguagem falada quanto escrita. No ambiente digital, aparece em discussões sobre comportamento, em críticas a ações consideradas cruéis ou covardes, e ocasionalmente em memes ou comentários irônicos. O sentido de 'covardia' é talvez o mais frequente em contextos informais.

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Composição por justaposição de 'falta', 'de' e 'coração'.

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