fazem-contas

Composição de 'fazer' (verbo) e 'contas' (substantivo).

Origem

Século XVI

Deriva da junção do verbo 'fazer' (do latim 'facere', fazer, realizar) com o substantivo 'contas' (do latim 'computare', contar, calcular). Inicialmente, referia-se à ação literal de realizar cálculos ou registrar valores.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XVIII

O sentido evolui de 'calcular' para 'imaginar' ou 'simular'. A ideia de 'contar algo que não é real' ou 'fazer um cálculo mental hipotético' leva à noção de fingimento.

A transição se dá pela abstração do ato de contar. Se 'fazer contas' pode ser um exercício mental, pode também ser um exercício de imaginação ou simulação de uma situação. A expressão 'fazer de conta' é um sinônimo direto que se desenvolve paralelamente ou a partir dessa ideia.

Séculos XIX-XXI

Consolida-se o uso como sinônimo de fingir, simular, encenar, ou agir como se algo fosse verdade. O sentido literal de calcular torna-se secundário em muitos contextos.

A expressão é frequentemente usada em contextos informais para descrever ações de crianças brincando, ou adultos que estão sendo dissimulados ou que estão apenas especulando sobre algo. Ex: 'Ele faziam-contas que era o rei da floresta.' ou 'Eles faziam-contas que o problema não existia.'

Primeiro registro

Século XVI

Registros do uso literal de 'fazer contas' em documentos comerciais e administrativos. O sentido figurado começa a aparecer em textos literários e cotidianos a partir do século XVII.

Momentos culturais

Século XX

Presença em obras literárias e teatrais que retratam o cotidiano e as relações sociais, onde o fingimento é um elemento comum. Exemplo: 'Ele faziam-contas de que estava tudo bem, mas por dentro estava desesperado.'

Atualidade

A expressão é comum em diálogos informais, músicas populares e em conteúdos de humor na internet, mantendo seu sentido de simulação ou encenação.

Vida digital

A expressão 'fazem contas' ou 'fazer contas' aparece em discussões online, comentários em redes sociais e em transcrições de falas. O uso é predominantemente informal.

Pode ser encontrada em memes ou em legendas de vídeos que retratam situações de simulação ou brincadeira.

Comparações culturais

Inglês: 'to pretend', 'to make believe', 'to play pretend'. Espanhol: 'hacer como si', 'fingir', 'imaginar'. A estrutura verbal composta é comum em português, enquanto em inglês e espanhol há verbos mais diretos ou locuções verbais equivalentes.

Relevância atual

A expressão 'fazem-contas' mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma coloquial e expressiva de descrever a ação de fingir ou simular. É uma construção idiomática viva e de fácil compreensão no contexto informal.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir da junção do verbo 'fazer' com o substantivo 'contas', referindo-se literalmente a realizar cálculos ou registrar transações. A expressão 'fazer contas' já existia com sentido literal.

Desenvolvimento do Sentido Figurado

Séculos XVII-XVIII - Início da transição para o sentido figurado de 'simular', 'fingir' ou 'imaginar', derivado da ideia de 'contar' algo que não é real ou que se está apenas calculando mentalmente. O sentido de 'fazer de conta' se consolida.

Consolidação e Uso Contemporâneo

Séculos XIX-XXI - A expressão 'fazem-contas' (ou 'fazer contas') se estabelece firmemente no vocabulário, com o sentido de fingir, simular ou encenar. Amplamente utilizada na linguagem coloquial e informal.

fazem-contas

Composição de 'fazer' (verbo) e 'contas' (substantivo).

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