fazerem-as-pazes

Locução verbal formada pelo verbo 'fazer', o pronome oblíquo 'as' (referindo-se a 'pazes') e o substantivo 'pazes'.

Origem

Século XVI

Formada pela junção do verbo 'fazer' (do latim 'facere', fazer, realizar) com o substantivo 'paz' (do latim 'pax, pacis', tranquilidade, acordo) e o pronome 'as', indicando a pluralidade dos envolvidos na reconciliação. O sufixo '-em' é a terminação verbal da terceira pessoa do plural.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido literal de realizar a paz, restabelecer a harmonia entre duas ou mais partes em conflito.

Séculos XVII-XIX

O sentido se mantém, mas a expressão se consolida como uma locução verbal comum para descrever o ato de reconciliação.

Século XX-Atualidade

O sentido principal de reconciliação permanece, mas a expressão adquire um tom mais informal e coloquial, sendo usada em situações cotidianas e familiares. A escrita pode variar entre 'fazerem as pazes' e 'fazerem-as-pazes'.

A forma com hífen, 'fazerem-as-pazes', embora menos comum na escrita formal, pode aparecer em contextos que buscam enfatizar a unidade da locução ou em estilos mais literários. A forma sem hífen é a predominante no uso corrente.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em crônicas e documentos da época colonial brasileira e em textos literários portugueses que influenciaram a língua no Brasil. A expressão já se encontrava em uso na língua portuguesa.

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presença em obras literárias que retratam relações sociais e conflitos familiares, como em romances de autores brasileiros e portugueses.

Século XX

Uso frequente em telenovelas e programas de auditório que abordavam conflitos interpessoais e buscavam a reconciliação entre participantes.

Vida emocional

Atualidade

Associada a sentimentos de alívio, perdão, superação de mágoas e restabelecimento de laços afetivos. Carrega um peso positivo de resolução de conflitos.

Vida digital

Atualidade

A expressão é utilizada em redes sociais, fóruns e aplicativos de mensagens para descrever situações de reconciliação. Pode aparecer em memes ou em posts que incentivam o perdão e a paz entre amigos ou familiares.

Atualidade

Buscas online relacionadas a 'como fazer as pazes' ou 'dicas para fazer as pazes' indicam a relevância contínua da expressão em contextos de resolução de conflitos interpessoais.

Representações

Século XX-Atualidade

Frequentemente retratada em cenas de novelas, filmes e séries brasileiras, onde personagens buscam 'fazerem as pazes' após desentendimentos, sendo um clichê narrativo para a resolução de conflitos.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to make up' ou 'to reconcile'. Espanhol: 'hacer las paces' ou 'reconciliarse'. Ambas as línguas possuem expressões equivalentes que denotam o ato de reconciliação após um desentendimento, com estruturas verbais e substantivas similares.

Relevância atual

Atualidade

A expressão 'fazerem as pazes' continua sendo amplamente utilizada no português brasileiro, mantendo seu significado de reconciliação. Sua informalidade a torna uma escolha comum em conversas do dia a dia, reforçando a importância cultural do perdão e da manutenção de relacionamentos.

Origem e Formação

Século XVI - Formação a partir do verbo 'fazer' e do substantivo 'paz', com a adição do pronome 'as' e do sufixo verbal '-em' indicando a terceira pessoa do plural. O sentido original remete à ação de realizar a paz entre partes.

Evolução e Uso

Séculos XVII-XIX - Consolidação do uso como locução verbal para descrever o ato de reconciliação após conflitos. Presente em textos literários e cotidianos.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - A expressão mantém seu sentido original, mas ganha nuances de informalidade e é frequentemente utilizada em contextos familiares e sociais. Sua forma escrita pode variar, com ou sem hífen, dependendo da preferência e do contexto.

fazerem-as-pazes

Locução verbal formada pelo verbo 'fazer', o pronome oblíquo 'as' (referindo-se a 'pazes') e o substantivo 'pazes'.

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