faziam
Do latim 'facere'.
Origem
Do verbo latino 'facere' (fazer), com a desinência '-iam' do latim vulgar para a 3ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo.
Mudanças de sentido
A forma 'faziam' sempre manteve seu sentido primário de descrever uma ação passada, contínua ou habitual, sem grandes alterações semânticas significativas ao longo dos séculos.
Primeiro registro
Presente em textos do português arcaico, como crônicas e documentos administrativos, a partir do século XIII.
Momentos culturais
Utilizada extensivamente em obras literárias de Machado de Assis, Guimarães Rosa e Clarice Lispector para narrar eventos passados e descrever cenários e ações de personagens.
Frequente em letras de MPB, como em canções que evocam memórias e o passado, por exemplo, 'Eles não conhecem o que é o amor' de Wando, onde diz 'Eles não sabem que você existia, que você me fazia feliz'.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'they were doing' ou 'they used to do', indicando uma ação passada contínua ou habitual. Espanhol: 'hacían', da terceira pessoa do plural do pretérito imperfecto do indicativo do verbo 'hacer', com função gramatical idêntica. Francês: 'ils faisaient', do verbo 'faire' no imparfait. Italiano: 'facevano', do verbo 'fare' nell'imperfetto.
Relevância atual
A forma 'faziam' continua sendo uma das mais utilizadas no português brasileiro, essencial para a construção de narrativas no passado e para a comunicação cotidiana. Sua presença é ubíqua em conversas, textos acadêmicos, notícias e mídias sociais.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do latim 'facere' (fazer), com a terminação '-iam' indicando a terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo. A forma 'faziam' consolida-se no português arcaico.
Consolidação e Uso na Língua Portuguesa
Séculos XIV-XVIII — A forma 'faziam' já estava plenamente integrada ao vocabulário, sendo amplamente utilizada na escrita e na fala para descrever ações contínuas ou habituais no passado.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-Atualidade — Mantém sua função gramatical e semântica original, sendo uma das formas verbais mais comuns e essenciais do português brasileiro, presente em todos os registros linguísticos.
Do latim 'facere'.