figura-de-omissao
Composto de 'figura' (do latim 'figura') e 'omissão' (do latim 'omissio, -onis').
Origem
Deriva da junção de 'figura' (forma, imagem) e 'omissio' (ato de omitir, deixar de fora). Sugere uma construção estilística que se baseia na ausência intencional de elementos.
Mudanças de sentido
Conceito retórico e gramatical para descrever a omissão de palavras ou ideias para criar ênfase ou elegância.
Termo técnico consolidado nos estudos literários e linguísticos, com definições formais.
Mantém o sentido técnico, mas com menor visibilidade fora dos círculos acadêmicos e literários. A definição permanece estável.
Apesar da estabilidade semântica, a 'figura de omissão' não experimentou ressignificações populares ou deslocamentos para outros campos do saber, como ocorreu com outras figuras de linguagem que ganharam usos metafóricos mais amplos.
Primeiro registro
Embora a prática retórica seja antiga, a formalização do termo 'figura de omissão' como categoria gramatical e retórica remonta a tratados da antiguidade greco-romana, com sistematizações posteriores em obras medievais e renascentistas de retórica e gramática.
Momentos culturais
A valorização da eloquência e do estilo na literatura e na oratória impulsionou o estudo e a aplicação de figuras de linguagem, incluindo a figura de omissão, em discursos e textos literários.
A consolidação dos estudos linguísticos e literários nas universidades brasileiras garantiu a presença da 'figura de omissão' nos currículos e nas análises textuais.
Comparações culturais
Inglês: 'Ellipsis' (omissão de palavras que podem ser entendidas pelo contexto). Espanhol: 'Elipsis' (figura retórica que consiste na omissão de um ou mais termos numa frase, que se subentendem pelo contexto). Francês: 'Ellipse' (figure de style qui consiste à omettre un ou plusieurs mots dans une phrase, qui sont sous-entendus par le contexte).
Relevância atual
A 'figura de omissão' mantém sua relevância como ferramenta analítica e estilística nos estudos da linguagem, literatura e comunicação. É um conceito fundamental para a compreensão da construção de sentido em textos e discursos, especialmente em análises literárias e acadêmicas.
No contexto digital, a expressão é encontrada em materiais didáticos, artigos sobre escrita criativa e em discussões sobre a arte da concisão e da sugestão na comunicação.
Origem Etimológica e Latim
Século I d.C. - O termo 'figura' vem do latim 'figura', significando forma, aparência, imagem. 'Omissão' deriva do latim 'omissio', ato de omitir, deixar de fora, do verbo 'omittere' (enviar para longe, deixar ir). A junção sugere uma 'forma de deixar de fora'.
Entrada no Português e Uso Clássico
Idade Média/Renascimento - A expressão 'figura de omissão' surge no contexto da retórica e gramática, como um termo técnico para descrever um recurso estilístico. Uso consolidado em tratados de eloquência e literatura.
Uso Moderno e Acadêmico
Séculos XIX-XX - A expressão se estabelece nos estudos literários e linguísticos. Continua sendo um termo técnico, ensinado em escolas e universidades, com definições precisas em dicionários e manuais de estilo.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI - A expressão mantém seu uso técnico em contextos acadêmicos e literários. Sua presença digital é majoritariamente em artigos, blogs sobre escrita, resumos de obras literárias e discussões sobre figuras de linguagem. Não há registro de uso popular ou viralização.
Composto de 'figura' (do latim 'figura') e 'omissão' (do latim 'omissio, -onis').