figura-de-omissao

Composto de 'figura' (do latim 'figura') e 'omissão' (do latim 'omissio, -onis').

Origem

Latim Clássico

Deriva da junção de 'figura' (forma, imagem) e 'omissio' (ato de omitir, deixar de fora). Sugere uma construção estilística que se baseia na ausência intencional de elementos.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica e Idade Média

Conceito retórico e gramatical para descrever a omissão de palavras ou ideias para criar ênfase ou elegância.

Séculos XIX-XX

Termo técnico consolidado nos estudos literários e linguísticos, com definições formais.

Século XXI

Mantém o sentido técnico, mas com menor visibilidade fora dos círculos acadêmicos e literários. A definição permanece estável.

Apesar da estabilidade semântica, a 'figura de omissão' não experimentou ressignificações populares ou deslocamentos para outros campos do saber, como ocorreu com outras figuras de linguagem que ganharam usos metafóricos mais amplos.

Primeiro registro

Período Clássico/Romano

Embora a prática retórica seja antiga, a formalização do termo 'figura de omissão' como categoria gramatical e retórica remonta a tratados da antiguidade greco-romana, com sistematizações posteriores em obras medievais e renascentistas de retórica e gramática.

Momentos culturais

Renascimento

A valorização da eloquência e do estilo na literatura e na oratória impulsionou o estudo e a aplicação de figuras de linguagem, incluindo a figura de omissão, em discursos e textos literários.

Século XX

A consolidação dos estudos linguísticos e literários nas universidades brasileiras garantiu a presença da 'figura de omissão' nos currículos e nas análises textuais.

Comparações culturais

Inglês: 'Ellipsis' (omissão de palavras que podem ser entendidas pelo contexto). Espanhol: 'Elipsis' (figura retórica que consiste na omissão de um ou mais termos numa frase, que se subentendem pelo contexto). Francês: 'Ellipse' (figure de style qui consiste à omettre un ou plusieurs mots dans une phrase, qui sont sous-entendus par le contexte).

Relevância atual

A 'figura de omissão' mantém sua relevância como ferramenta analítica e estilística nos estudos da linguagem, literatura e comunicação. É um conceito fundamental para a compreensão da construção de sentido em textos e discursos, especialmente em análises literárias e acadêmicas.

No contexto digital, a expressão é encontrada em materiais didáticos, artigos sobre escrita criativa e em discussões sobre a arte da concisão e da sugestão na comunicação.

Origem Etimológica e Latim

Século I d.C. - O termo 'figura' vem do latim 'figura', significando forma, aparência, imagem. 'Omissão' deriva do latim 'omissio', ato de omitir, deixar de fora, do verbo 'omittere' (enviar para longe, deixar ir). A junção sugere uma 'forma de deixar de fora'.

Entrada no Português e Uso Clássico

Idade Média/Renascimento - A expressão 'figura de omissão' surge no contexto da retórica e gramática, como um termo técnico para descrever um recurso estilístico. Uso consolidado em tratados de eloquência e literatura.

Uso Moderno e Acadêmico

Séculos XIX-XX - A expressão se estabelece nos estudos literários e linguísticos. Continua sendo um termo técnico, ensinado em escolas e universidades, com definições precisas em dicionários e manuais de estilo.

Uso Contemporâneo e Digital

Século XXI - A expressão mantém seu uso técnico em contextos acadêmicos e literários. Sua presença digital é majoritariamente em artigos, blogs sobre escrita, resumos de obras literárias e discussões sobre figuras de linguagem. Não há registro de uso popular ou viralização.

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Composto de 'figura' (do latim 'figura') e 'omissão' (do latim 'omissio, -onis').

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