filhar

Derivado de 'filho'.

Origem

Latim

Deriva do latim 'filius', que significa 'filho'. O sufixo '-ar' é característico da formação de verbos em português, indicando a ação de.

Mudanças de sentido

Período Colonial

Principalmente 'ter filhos', 'gerar descendência', 'tornar-se filho de'.

Século XIX

Uso literário para filiação e descendência, com conotação mais formal e poética.

Atualidade

Praticamente obsoleto no uso corrente, substituído por 'ter filhos', 'gerar', 'conceber'.

A palavra 'filhar' foi gradualmente substituída por formas verbais mais diretas e de uso mais amplo, como 'ter filhos' ou 'gerar'. Sua sonoridade e estrutura podem soar arcaicas para falantes contemporâneos.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em textos antigos da língua portuguesa, indicando o uso inicial para filiação e descendência.

Momentos culturais

Literatura Colonial e Imperial

Aparece em obras literárias que tratam de linhagem, herança e formação familiar, muitas vezes em um registro mais elevado ou formal.

Comparações culturais

Inglês: O verbo 'to beget' (gerar, procriar) tem um tom arcaico semelhante. O verbo 'to father' (ser pai de) é mais comum, mas 'filhar' não tem um equivalente direto e de uso corrente. Espanhol: O verbo 'hilar' (tecer) é homófono, mas sem relação semântica. O verbo 'engendrar' ou 'tener hijos' são os equivalentes de sentido. Francês: 'Filer' (tecer, passar o tempo) também é homófono e sem relação. O sentido de gerar filhos é coberto por 'engendrer' ou 'avoir des enfants'.

Relevância atual

No português brasileiro contemporâneo, 'filhar' é uma palavra de uso extremamente restrito, considerada arcaica ou literária. Sua relevância se limita a estudos etimológicos, linguísticos ou à interpretação de textos antigos. A comunicação moderna sobre o tema 'ter filhos' utiliza formas verbais mais comuns e diretas.

Origem e Entrada no Português

Século XV/XVI — Derivado do latim 'filius' (filho), com o sufixo '-ar' indicando ação. Inicialmente, referia-se ao ato de ter ou gerar filhos, ou de se tornar filho/descendente.

Evolução do Uso

Séculos XVII-XIX — O verbo 'filhar' era mais comum em contextos literários e formais, referindo-se à descendência e filiação. Seu uso era mais restrito que o verbo 'ter filhos'.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — O verbo 'filhar' tornou-se arcaico e de uso muito restrito no português brasileiro. É predominantemente encontrado em textos históricos, literários antigos ou em contextos muito específicos de genealogia. A forma 'ter filhos' ou 'gerar' é a norma.

filhar

Derivado de 'filho'.

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