fizeram-de-conta

Combinação do verbo 'fazer' com a preposição 'de' e o substantivo 'conta'.

Origem

Século XVI

Deriva da locução verbal 'fazer conta', que remonta ao latim FACERE (fazer) e CONTA (cálculo, narração). A forma 'fizeram de conta' é uma variação que se estabeleceu com o sentido de simular ou fingir.

Mudanças de sentido

Século XVI

Inicialmente ligada a calcular ou narrar, evolui para o sentido de simular ou fingir.

Século XVII - Atualidade

O sentido de fingimento e simulação se mantém estável, sendo a principal conotação da expressão.

A expressão 'fizeram de conta' é usada para descrever ações onde há uma clara intenção de enganar ou ludibriar, apresentando uma realidade que não corresponde aos fatos. Por exemplo, 'Eles fizeram de conta que não viram o problema.' refere-se a uma omissão deliberada através de uma atitude simulada.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos da época indicam o uso da locução verbal com o sentido de simulação, embora a forma exata 'fizeram de conta' possa ter se consolidado um pouco mais tarde.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que retratam a sociedade da época, frequentemente em diálogos que expõem hipocrisia ou dissimulação.

Século XX - Atualidade

Utilizada em telenovelas, filmes e músicas para descrever situações de engano, falsidade ou encenação social e pessoal.

Vida digital

A expressão é frequentemente usada em comentários de redes sociais para criticar ou descrever comportamentos de figuras públicas ou situações cotidianas onde há aparente falsidade.

Pode aparecer em memes ou posts que ironizam situações de fingimento ou negação da realidade.

Representações

Século XX - Atualidade

Comum em diálogos de novelas e filmes brasileiros para caracterizar personagens que agem com má-fé ou que tentam esconder a verdade. Ex: 'Ele fez de conta que estava doente para não ir trabalhar.'

Comparações culturais

Inglês: 'to pretend', 'to make believe', 'to feign'. Espanhol: 'hacer como si', 'fingir'. Francês: 'faire semblant'.

Relevância atual

A expressão 'fizeram de conta' continua sendo uma forma vívida e comum de descrever ações de simulação e fingimento no português brasileiro, mantendo sua relevância em diversos contextos comunicacionais.

Origem e Formação

Século XVI - Formada pela junção do verbo 'fazer' (do latim FACERE) com a preposição 'de' e o substantivo 'conta' (do latim CONTA, plural de CONTELLUS, diminutivo de CONTUS, haste, vara, mas que evoluiu para significar cálculo, registro, narração). A expressão 'fazer conta' significava calcular, estimar, ou narrar. A adição do pronome 'se' e a mudança para 'fizeram-se de conta' (ou 'fizeram de conta') indicam uma ação simulada, uma representação.

Consolidação e Uso

Séculos XVII-XIX - A expressão se consolida no vocabulário português, aparecendo em textos literários e cotidianos com o sentido de fingir, simular, encenar. O uso de 'fizeram de conta' (terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo de 'fazer de conta') é comum para descrever ações passadas de múltiplos sujeitos.

Uso Contemporâneo

Século XX - Atualidade - A expressão 'fizeram de conta' mantém seu sentido original de fingimento e simulação, sendo amplamente utilizada na linguagem falada e escrita no Brasil. É comum em contextos informais e formais para descrever situações onde a verdade é ocultada ou distorcida por meio de uma encenação.

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Combinação do verbo 'fazer' com a preposição 'de' e o substantivo 'conta'.

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