Palavras

fleuma

Do grego 'phlegma', pelo latim 'phlegma'.

Origem

Antiguidade Clássica

Do grego antigo φλέγμα (phlégma), significando 'inflamação', 'ardor', e depois 'muco', 'catarro'. Associada à teoria humoral como um dos quatro fluidos corporais.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica

Sentido literal: muco, catarro. Sentido figurado (teoria humoral): temperamento calmo, apático, lento, associado ao frio e à umidade.

Idade Média/Renascimento

Manutenção do sentido literal médico. Consolidação do sentido figurado de calma excessiva, lentidão, falta de reatividade.

Séculos XIX-XXI

Sentido formal: calma, tranquilidade, sangue-frio, e secreção mucosa espessa. Sentido informal: pode ser pejorativo (apatia, lentidão) ou neutro/positivo (calma, serenidade).

A palavra 'fleuma' é identificada como uma palavra formal/dicionarizada, indicando seu uso estabelecido na norma culta da língua portuguesa.

Primeiro registro

Idade Média

A entrada da palavra no português remonta à Idade Média, com a influência do latim medieval 'flegma', derivado do grego. Registros literários e médicos da época já utilizavam o termo.

Momentos culturais

Renascimento/Iluminismo

A teoria humoral, que incluía a fleuma, foi central na medicina e na compreensão do temperamento humano por séculos, influenciando a literatura e a filosofia.

Século XIX

A palavra aparece em obras literárias descrevendo personagens com temperamento calmo, passivo ou até mesmo apático, refletindo a percepção social da época.

Vida emocional

Antiguidade Clássica - Atualidade

A palavra carrega uma dualidade: pode evocar serenidade e controle em situações de estresse (positiva), ou lentidão, falta de iniciativa e apatia (negativa). O peso emocional depende fortemente do contexto de uso.

Comparações culturais

Contemporaneidade

Inglês: 'Phlegm' (literalmente muco, catarro) e 'Phlegmatic' (temperamento calmo, lento, apático). Espanhol: 'Flema' (literalmente muco, catarro) e 'Flemático' (calmo, lento, apático). O sentido figurado de calma e lentidão é amplamente compartilhado entre as línguas românicas e o inglês, com origens comuns na teoria humoral.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'fleuma' é utilizada em contextos formais, especialmente na medicina para se referir a secreções. No uso coloquial, o termo 'flemático' ou a ideia de 'ter fleuma' para descrever calma e sangue-frio ainda persistem, embora menos frequente que outros sinônimos como 'serenidade' ou 'sangue-frio'.

Origem Grega e Medicina Hipocrática

Antiguidade Clássica — do grego antigo φλέγμα (phlégma), que significa 'inflamação', 'ardor', e posteriormente 'muco', 'catarro'. Na teoria humoral de Hipócrates, a fleuma era um dos quatro fluidos corporais (humores), associada ao elemento água, ao frio e à umidade, e acreditava-se que seu excesso causava certas doenças e um temperamento calmo e apático.

Entrada no Português e Sentido Figurado

Idade Média/Renascimento — A palavra entra no vocabulário português, mantendo inicialmente o sentido médico de secreção. Paralelamente, o sentido figurado, derivado da teoria humoral, começa a se consolidar: a calma excessiva, a lentidão, a falta de reatividade, associada ao temperamento fleumático.

Uso Contemporâneo: Formal e Informal

Séculos XIX-XXI — A palavra 'fleuma' é registrada em dicionários como termo formal para calma, tranquilidade, sangue-frio, e também para o muco espesso. No uso informal, o sentido de apatia ou lentidão pode ser pejorativo, enquanto o de calma pode ser neutro ou positivo, dependendo do contexto.

fleuma

Do grego 'phlegma', pelo latim 'phlegma'.

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