foi-permitido-que

Formado pela conjugação do verbo 'ser' (foi), o particípio passado do verbo 'permitir' e a conjunção 'que'.

Origem

Latim

Deriva do latim 'permittere' (permitir, deixar passar), na sua forma passiva. A estrutura 'foi permitido que' é uma tradução direta da construção passiva latina, onde o verbo 'ser' (foi) atua como auxiliar e 'permitido' como particípio passado, introduzindo uma oração subordinada com 'que'.

Mudanças de sentido

Latim e Português Arcaico

Indicação clara de autorização ou permissão concedida por uma autoridade ou força maior.

Português Moderno e Contemporâneo

Mantém o sentido original de permissão, mas com uma tendência à formalidade. Em contextos informais, a estrutura pode soar arcaica ou excessivamente formal, sendo substituída por formas mais concisas.

A expressão 'foi permitido que' carrega um peso de formalidade e, por vezes, de uma autoridade que concede a permissão. Em contraste, o uso de 'permitiram' ou 'deixaram' soa mais direto e menos cerimonioso, refletindo uma mudança na preferência comunicativa para a concisão e a informalidade em muitos contextos.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em documentos legais e religiosos da época, como as Ordenações do Reino, que utilizavam a estrutura passiva para formalizar concessões e proibições.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias que buscavam retratar a linguagem formal da época, como em romances históricos ou textos com ambientação em tribunais e instituições.

Século XX

Utilizada em roteiros de filmes e novelas para conferir um tom de autoridade ou formalidade a diálogos de personagens em posições de poder ou em contextos legais/religiosos.

Vida digital

A expressão 'foi permitido que' raramente aparece em contextos digitais informais ou virais. Sua presença é mais comum em artigos acadêmicos, notícias formais ou em transcrições de discursos oficiais disponíveis online.

Buscas relacionadas geralmente se concentram em dúvidas gramaticais sobre o uso da voz passiva ou em exemplos de textos formais.

Comparações culturais

Inglês: 'It was permitted that' (formal, menos comum no uso diário) ou 'It was allowed that' (também formal). O inglês moderno prefere 'Someone allowed X to happen' ou 'X was allowed'. Espanhol: 'Fue permitido que' (estrutura similar e formal). Outros idiomas: Francês: 'Il a été permis que' (formal). Alemão: 'Es wurde erlaubt, dass' (formal).

Relevância atual

A expressão 'foi permitido que' mantém sua relevância em contextos que exigem formalidade, precisão e um tom de autoridade. Embora menos frequente na comunicação oral cotidiana, é um elemento importante na escrita formal, acadêmica e jurídica, preservando a clareza sobre a concessão de permissão.

Origem Latina e Formação

Século XIII - A expressão 'foi permitido que' deriva da construção verbal em latim, onde o verbo 'permittere' (permitir, deixar passar) era conjugado na voz passiva. A estrutura 'foi permitido que' reflete essa origem, com o verbo 'ser' (foi) funcionando como auxiliar e o particípio passado 'permitido' indicando a ação recebida, seguido pela conjunção 'que' introduzindo a oração subordinada.

Evolução no Português

Idade Média a Século XIX - A construção se consolida no português arcaico e medieval, mantendo sua função de indicar permissão ou autorização. É comum em textos jurídicos, religiosos e administrativos, onde a formalidade era essencial. A estrutura se mantém estável, refletindo a rigidez gramatical da época.

Uso Moderno e Contemporâneo

Século XX - Atualidade - A expressão 'foi permitido que' continua em uso, especialmente em contextos formais e escritos. No entanto, em linguagem coloquial e informal, tende a ser substituída por construções mais diretas como 'foi permitido', 'permitiram' ou 'deixaram'. Sua presença em textos acadêmicos, documentos oficiais e literatura mais formal é notável.

foi-permitido-que

Formado pela conjugação do verbo 'ser' (foi), o particípio passado do verbo 'permitir' e a conjunção 'que'.

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