glosas
Do latim 'glossa', que significa 'língua' ou 'palavra', derivado do grego 'glôssa'.
Origem
Do latim 'glossa' (língua, palavra, comentário), originado do grego 'glôssa' (γλῶσσα). Inicialmente, referia-se a notas explicativas em margens de textos antigos.
Mudanças de sentido
Comentários explicativos para textos em grego e latim.
Notas marginais e interlineares em manuscritos, especialmente em textos religiosos e jurídicos.
Expansão para comentários literários e críticos; início do sentido de alteração/supressão de texto.
Manutenção do sentido de explicação; uso técnico em contabilidade e direito; persistência do sentido de alteração/corte em textos e discursos.
Primeiro registro
Evidências em manuscritos gregos e latinos datados dos primeiros séculos da era cristã, com o termo 'glossa' sendo usado para notas explicativas.
Presença em códices medievais em latim e nas línguas vernáculas emergentes, incluindo o proto-português.
Momentos culturais
A prática de 'glosar' textos era fundamental para a preservação e interpretação do conhecimento clássico e religioso em mosteiros e universidades.
Em literatura, 'glosas' podem se referir a poemas que comentam ou expandem outros poemas, como em 'Glosas' de Carlos Drummond de Andrade, que comenta poemas de outros autores.
Comparações culturais
Inglês: 'Gloss' (substantivo e verbo) mantém o sentido de nota explicativa ou comentário, especialmente em dicionários e textos técnicos. Espanhol: 'Glosar' tem o mesmo sentido de comentar, explicar ou adicionar notas, e também o de alterar ou suprimir. Francês: 'Glose' refere-se a um comentário, especialmente um comentário longo ou prolixo, e também a uma alteração ou falsificação.
Relevância atual
A palavra 'glosas' é utilizada em diversos campos: na academia e literatura como sinônimo de comentários e notas; na área financeira e contábil para indicar deduções ou correções em faturas e pagamentos; e em discussões sobre edição de textos, onde pode implicar censura ou modificação não autorizada. O termo mantém sua dualidade entre explicação e alteração.
Origem Etimológica e Antiguidade Clássica
Século I d.C. — Deriva do latim 'glossa' (ou 'glossum'), que significa 'língua' ou 'palavra', e por extensão, 'comentário' ou 'explicação'. Originalmente, referia-se a notas marginais ou interlineares em textos antigos, especialmente em grego e latim, para esclarecer termos obscuros ou difíceis. O termo grego 'glôssa' (γλῶσσα) também significava 'língua', daí a conexão com a explicação de palavras.
Entrada no Português e Idade Média
Idade Média — A palavra 'glosa' e seus derivados entram no português através do latim, mantendo o sentido de comentário explicativo sobre textos, especialmente religiosos e jurídicos. Era comum em manuscritos medievais.
Renascimento e Modernidade
Séculos XV-XVIII — O uso de 'glosas' se expande para além de textos acadêmicos, aparecendo em comentários literários e críticos. O sentido de 'alteração' ou 'supressão' de um texto também começa a se consolidar, especialmente em contextos de censura ou edição.
Uso Contemporâneo
Século XIX - Atualidade — A palavra 'glosas' mantém seu sentido primário de notas explicativas, mas também é amplamente utilizada em contextos técnicos, como em contabilidade (glosas de despesas) e direito (glosas em contratos). O sentido de 'alteração' ou 'corte' em textos ou discursos também persiste, frequentemente associado a censura ou edição.
Do latim 'glossa', que significa 'língua' ou 'palavra', derivado do grego 'glôssa'.